EntreQuadros nas rádios e ProAC

Fui entrevistado pela Rádio Verde-Oliva FM 98,7, falando sobre a EntreQuadros e o mercado de trabalho de quadrinhos e ilustração.

Vai ao ar amanhã, dia 5 de agosto, por volta das 11h15 da manhã e também pode ser ouvida pelo site da rádio: http://www.verdeolivafm.exercito.gov.br/

E, amanhã, também terá o lançamento da EntreQuadros em Brasília no T-Bone Açougue Cultural (SCLN 312 N Bl B Lj 27 – Brasília – DF) a partir das 20h.

Não deixem de comparecer!

Hoje também saiu a lista dos projetos inscritos no ProAC (Programa de Ação Cultural) de Apoio a Projetos de Finalização e Criação de Histórias em Quadrinhos da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Ao total foram mais de 140 projetos inscritos, incluindo um projeto meu do qual falarei mais tarde. Deste tanto, 10 ganharão um belo incentivo para sua realização.

A lista pode ser conferida neste link.

São mais de 14o projetos de álbuns de quadrinhos sendo realizados apenas no Estado de São Paulo! Projetos tanto de autores já conhecidos quanto de novatos. Imagino quantos mais não estão sendo realizados no restante de um País tão grande quanto o nosso. Bem que outros estados poderiam seguir o exemplo e realizar editais de incentivo à cultura como este.

O mercado de quadrinhos nacionais vem crescendo a olhos vistos e isto é mais um belo reflexo disso.

Lançamento da EntreQuadros em Brasília

É com imenso prazer que lhes convido para o lançamento da EntreQuadros, revista de quadrinhos independente com meus trabalhos autorais, em minha terra natal, Brasília.

O lançamento será no T-Bone Açougue Cultural (SCLN 312 N Bl B Lj 27 – Brasília – DF), nesta quinta-feira, dia 06 de agosto a partir das 20h.

Espero todos vocês lá.

Segue abaixo o convite:

Lançamentos em Sampa

Neste sábado haverá dois lançamentos  na Livraria HQMix (Praça Roosevelt, 142), os da revista Graffiti #19 e da terceira edição do Informativo do Quarto Mundo, que tem distribuição gratuíta, é só chegar lá no lançamento e pegar o seu exemplar.

O repórter sanfona

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E abaixo, a charge dessa semana para o Jornalistas & Cia

A charge dessa semana é sobre um caso tão exdrúxulo quanto cômico.

Outra história da greve dos jornalistas de São Paulo em maio de 1979, cuja falta de planejamento, de ações coordenadas e a precipitação das decisões não apenas comprometeram sua eficácia como provocaram situações hilariantes.

Só para se ter uma idéia do estresse enfrentado, basta lembrar que, a partir do terceiro dia de paralisação, com todos os jornais circulando, já era possível prever o fracasso e a onda de demissões que o seguiria. Assim, muitos profissionais que havia votado pela greve, começaram a furá-la; outros ajudavam nos piquetes, mas telefonavam para as redações para passar matérias; e outros, em desespero, adotavam todo tipo de expediente para escapar dos que faziam piquete. E, como fazia muito frio na época, havia ainda aqueles que, a pretexto de tomar uma no bar mais próximo, não voltavam mais.

Em meio a toda essa agitação, um fato tragicômico aconteceu na porta do Diário do Grande ABC. Um repórter foi trabalhar e alguns piqueteiros tentaram convencê-lo a aderir à paralisação. Depois de muita insistência, o repórter concordou em não entrar. Ele foi se afastando da porta do jornal e o piquete saiu de perto, julgando que ele não voltaria mais.

De repente, quando o repórter percebeu que já estava mais à vontade, fez sinal para alguém dentro da gráfica do jornal abrir o portão pela metade, correu e tentou saltar lá para dentro, mas os piqueteiros conseguiram segurar as suas pernas. De dentro do jornal, uns o puxavam pelos braços; e, de fora, outros o puxavam pelas pernas. Seu corpo entrava e saia, como se fosse uma sanfona.

Teve quem visse naquele acontecimento surrealista uma cena de desenho animado, que muitos aproveitavam para assistir nas famosas Sessões da Tarde.

O repórter nunca foi identificado, mas consta que a corda, digo, sanfona, como sempre, arrebentou do lado do mais fraco e ele, caindo para dentro da empresa, trabalhou.

Piquete reforçado

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Abaixo segue a charge para o Jornalistas & Cia dessa semana.

A greve dos jornalistas de São Paulo em 1979, que completou 30 anos em maio último, foi um marco na história da atividade, em todos os sentidos. De um lado, por talvez ter sido o momento de maior mobilização dos jornalistas brasileiros; e, de outro, porque foi danosa e perversa com grande parte de quem dela participou. Entretanto, ela não foi marcada apenas por esses fatores. Se, de um lado, a falta de planejamento, de ações coordenadas e a precipitação das decisões comprometeram sua eficácia, de outro, provocaram situações hilariantes. Quando os jornalistas perceberam que era tarde demais para salvar o movimento, aíram no desespero, produzindo situações divertidas e histórias saborosas como a que se segue.
O radialista esportivo José Italiano brilhava na década de 70 com a equipe de profissionais da Rádio Gazeta, entre eles, Milton Peruzzi, Peirão de Castro, Geraldo Blota e Rubens Pecci.  Pois bem, ficou acertado que José Italiano, cujo programa era transmitido logo às 6 da manhã, serviria de alerta para outros companheiros de rádio aderirem ao movimento.Se ele fosse ao ar, todos os demais também deveriam trabalhar; caso contrário, nem entrariam na emissora. Para viabilizar o esquema, Italiano passou na sede do Sindicato dos Jornalistas e negociou um piquete especial.
Como estava sofrendo muita pressão dos patrões para ir trabalhar, se houvesse um piquete na porta poderia faltar alegando que os piqueteiros não o deixaram entrar.
Dois dias depois, o piquete especial não foi lá um sucesso. Até imagino a causa…

Mexendo com a cabeça

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Abaixo segue uma charge para o Jornalistas & Cia

Na redação da Folha de S.Paulo, entre o intervalo de um texto e outro, Zé Aparecido, um cara bem humorado e cheio de presepadas, protagonizou um dos episódios mais hilários de sua carreira.

Ele não tirava os olhos do copidesque recentemente chegado à Redação. Fazia frio em São Paulo e o sujeito ia ao trabalho bem composto. Usava terno, como manda o figurino, com direito a colete, lenço na lapela, sapato brilhando e um chapéu comprado nas lojas Prada na rua São Bento.

O que intrigava o Zé é que o cara não gostava muito de conversa. Chegava, colocava o paletó na cadeira e pendurava o chapéu ao lado da mesa. Recebia os textos, cumpria a tarefa e saia olimpicamente sem dizer tchau. Comportamento estranho em um ambiente onde o fechamento terminava em grandes papos, comidas de todo o tipo e bebericagens.

Já que ele só quer saber de  trabalho, pensou o Zé, vou mexer com sua cabeça… No dia seguinte começou a por em prática seu plano. Um plano que envolveu uma visita estratégica às lojas Prado, da São Bento, e todos vão saber porquê. Enquanto o colega foi tomar um lanche, Zé Aparecido, sorrateiramente, pegou o chapéu do cara e o trocou por um outro, muito parecido, porém com número menor. Na saída, vendo o copi colocar o chapéu, deixou-o ainda mais intrigado perguntando, na frente de toda a redação, com um tom de voz elevado, se ele estava com algum problema na cabeça. O copi, secamente, disse não! e caiu fora. Na Redação, conhecendo a fama do Zé Aparecido, todos riram muito, esperando pelo que viria no dia seguinte. Mas ele se manteve firme e nada revelou, aumentando o suspense.

Dia seguinte, a mesma rotina, a mesma hora do lanche e nova troca de chapéu. Aí com toda a Redação observando a reação do copidesque e se contendo para não estragar a “brincadeira”. Veio a substituição por um número ainda menor e a pergunta do Zé ao se despedir do colega, com um esforço grande para demonstrar que estava muito assustado: “Você está doente?”. “Por quê você quer saber – retrucou o copidesque, acrescentando quase em pânico – você está notando algo de diferente em mim?”. “Sei lá, cara – disse o Zé – estou te achando tão pálido… sua cabeça parece que está mais inchada do que ontem…”

Embora nada tenha respondido, o copi, na saída, fez menção de reconhecer uma certa dificuldade em colocar o chapéu. Teve gente que se atirou no chão de tanto rir, já antevendo a terceira etapa da brincadeira.

No terceiro dia, o homem não resistiu. Com a terceira troca seguida de chapéu, quase aos prantos, revelou aos amigos sua preocupação e disse que estava pensando em pedir uma licença médica, que já tinha marcado uma consulta num especialista, que estava achando que ia morrer, que sua cabeça estava a ponto de explodir, e que ele não sabia enfim porque em três dias sua cabeça havia inchado tanto…

Só foi se dar conta de que não era a cabeça que inchara mas o chapéu que diminuíra e que caíra no “conto do chapéu” do Zé Aparecido quando este, mestre em fugas, escafedeu-se escada abaixo, deixando para trás uma Redação explodindo numa imensa e uníssona gargalhada.

Como brinde, o nosso copi ficou com os três chapéus de presente.

Banca de Quadrinhos

Já está na rede a nova edição do programa Banca de Quadrinhos para o qual dei uma curta entrevista sobre a EntreQuadros.

Além de mim, outros destaques do programa foram o pessoal do Mondo Urbano (Eduardo Medeiros, Mateus Santolouco e Rafael Albuquerque) – autores da trilogia Power Trio, Overdose e Cabaret – e a final do WCS Brasil 200.

O programa Banca de Quadrinhos é exibido toda quarta-feira, às 20h30 no Canal de São Paulo e na BlueTV (18-TVA – São Paulo e Rio de Janeiro). Também pode ser assistido aqui.