Strip-tease

Charge para o Jornalistas & Cia

Uma assessora de imprensa, conceituada profissional nas áreas de cultura e comportamento, excelente divulgadora de espetáculos, certa vez foi chamada para divulgar um curso de streap-tease para não profissionais. O público-alvo era quem pretendesse se aperfeiçoar, digamos assim, nas prendas do lar. A nota era curiosa, e foi publicada. Saída a edição, liga a assessora para agradecer e comentar que o resultado tinha sido muito bom.  Diferentemente do esperado, não gerou matéria alguma nos meios de comunicação. Como, então, ela considerava bom resultado? Simples assim: várias jornalistas se matricularam no curso. Não me disse quem foi, nem eu perguntei. Mas alguns colegas das redações estariam, agora, lado a lado, ao que foi definido na canção de Erasmo Carlos: “insuspeitas superstars, mulheres de brilho farto, no palco do seu quarto”.

A festa dos laços

Charge para o Jornalistas & Cia

 

Aconteceu entre os dias 3 e 5/12 (sexta a domingo) o 31º Encontro de Jornalistas Waldemar Lourenço, que reuniu em Águas de Santa Bárbara, pertinho de Avaré, no interior de São Paulo, os integrantes da rede de sucursais e correspondentes da Agência Estado, além do pessoal da sede que recebia as matérias. Idealizada por Raul Bastos, hoje diretor de Planejamento da agência DM9DBB, e por muitos anos sob o comando de Adhemar Oricchio, assessor de imprensa do Sindicato das Escolas Particulares do Estado de São Paulo, a rede durou até meados do ano 2000, quando foi desativada. Deste tempo de trabalho sobrou uma forte amizade, consolidada ano a ano por e-mail e com o encontro presencial marcado sempre para o primeiro final de semana de dezembro.

É um momento muito esperado, para a qual a maioria dos participantes leva suas famílias para esta grande confraternização. A seguir, algumas histórias e curiosidades do encontro, definido por José Rodrigues como “a festa em que se renovam os fantásticos laços de amizade fechados entre nós, mas abertos a todos que quiserem fazer parte”:

– o encontro foi batizado de Waldemar Lourenço em alusão à memória daquele que foi correspondente por muitos anos em Presidente Epitácio. O sempre alegre e inspirador “Seu Waldemar” sempre vinha ao jornal com seu conjuntinho de brim de uma cor só, boina e a indefectível malinha;

– o grande homenageado foi Rodolfo Spínola, falecido aos 62 anos na véspera do segundo turno da eleição deste ano. Por 30 anos correspondente em Fortaleza, Rodolfo juntou-se ao grupo em 2008 e já havia colocado sua cidade à disposição dos colegas. Fez muita falta seu sorriso e entusiasmo contagiantes;

– grande “contador de causos” e autor de trovas famosas entre o grupo, José Costa distribuiu mais uma edição do jornal O Amigão, que trouxe “pérolas” do tipo:

“Os maiores veículos de comunicação do planeta já estão preocupados com o grande encontro de profissionais em Águas de Santa Bárbara. Tudo isso em função de que estarão reunidos os maiores nomes do jornalismo mundial. Serão nomes obrigatórios: os que estão na ativa, bem como os aposentados e os que estão na reserva.”

”O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deverá anunciar em breve que deseja manter audiência reservada com Adhemar Oricchio. Moon quer saber como montar um projeto em que elementos diversos passam a ter um comportamento civilizado. Dependendo do acordo entre ele e Adhemar, provavelmente a equipe deste último será convidada a organizar a próxima assembléia geral do órgão.”

”O Olivier Vianna alega que seu computador não tem memória suficiente para registrar os aniversários do pessoal. É que o programa que ele usa tem que citar o ano do nascimento, que vai se acumulando todas as vezes em que ele faz o lembrete. É que todos nasceram no milênio passado.”

– outro “patrimônio da memória” é Realindo Júnior, de Franca, que até hoje conta, bem humorado, sobre as confusões rotineiras que o pessoal do jornal fazia entre ele e o quase homônimo Reali Jr., que vive na França. Um dia, o pessoal de Esportes do JT ligou para ele pedindo matéria de 60 linhas sobre a vitória de uma dupla de brasileiras em uma competição aquática. “Tudo bem, eu faço, apesar de estar a 12.600 km de distância. Para o Reali é mais fácil, já que é bem mais perto, a apenas 600 km (de Paris)”. Daí o pessoal se tocou da mancada, “cometida” às 2h da manhã

– a rede se uniu para que Toninho do Carmo vencesse um campeonato de fotos promovido pela Prefeitura de Ilha Solteira, ao mobilizar um exército de gente para votar pela internet. Feliz com o incentivo, Toninho deu uma cópia impressa da foto premiada de presente para cada um;

– foi também essa turma que deu apoio irrestrito a Judas Tadeu de Campos, de São Luiz do Paraitinga, cidade fortemente atingida pelas chuvas há quase um ano. Além do apoio moral, o ex-correspondente Judas recebeu visitas e doações;

– Wanderley Midei foi o “elemento de intersecção” entre este encontro e o almoço da turma do JT, que aconteceu em novembro;

– dois dos presentes ao evento que se “reinventaram” foi Galeno Amorim, com um amplo trabalho dedicado à difusão do livro e que foi candidato a deputado estadual pelo PT na última eleição; e José Roberto Dantas Oliva, hoje juiz do Trabalho. Galeno recebeu um busto de madeira enviado pelos alunos do mariliense Colégio Criativo, de propriedade de Luiz Carlos Lopes, que assim agradeceram sua presença em palestra durante uma semana cultural. Já o “meretríssimo” Oliva será o anfitrião do 32º Encontro, que acontecerá “pelas bandas” de Presidente Prudente em 2011.

Little Heroes

E para fechar o ano com chave de ouro: já está disponível para Wowio a primeira edição norte-americana de Pequenos Heróis!

Little Heroes será publicado em 4 edições digitais pela editora 215Ink.

O primeiro volume contém as HQs SuperbroThe Lantern, ilustradas, respectivamente, por mim e pelo Raphael Salimena e ambas roteirizadas pelo Estevão Ribeiro.

Posteriormente teremos uma edição impressa compilando todos os volumes da série.

A bela capa ao lado é assinada pelo talentoso Anderson Nascimento.

Para baixar Little Heroes no Wowio, basta acessar o link: http://www.wowio.com/users/product.asp?BookId=231712

Presente de Natal

Fala pessoal,

Fiz uma HQ natalina para meus queridíssimos leitores da EntreQuadros

Beginning of a Great Adventure” é uma continuação da história “A Walk on the Wild Side“, presente no segundo volume da EntreQuadros, mas não é preciso ter lido uma para poder entender a outra.

Este novo trabalho está disponível gratuitamente no site da Balão Editorial! Não deixem de conferir e boas festas a todos!

Charges Jornalistas & Cia

Estava há um bom tempo sem postar as charges do Jornalistas & Cia aqui. Seguem abaixo as mais recentes.

Não se reprima

Era o almoço de posse do presidente da Associação dos Jornalistas de Economia do Estado de São Paulo (Ajoesp). Almoço, bons vinhos, discursos. Lá pelas tantas, creio que o Teodoro Meissner foi à janela e viu uma multidão de adolescentes gritando tão alto que era possível ouvi-las no 28º andar do hotel. A razão da gritaria: os então famosos meninos do grupo musical Menudo estavam hospedados no Hilton.

Não deu outra: imediatamente alguns jornalistas presentes começaram a escrever nos guardanapos e agitá-los lá de cima como se fossemos os Menudos.. Meus amigos, o tumulto ficou descontrolado… Jogávamos guardanapos com TE AMO, I LOVE YOU e outras mensagens de amor. A cada guardanapo, gritos desesperados. O trânsito parou, pois as meninas invadiram as duas pistas da avenida. Precisou vir a polícia para acabar com a bagunça e liberar o trânsito. O discurso do Rocco foi ofuscado pelo Menudo.

Um repórter da TV Globo, se não me engano o Carlos Dornelles, virou-se para os “baderneiros” e alfinetou: “Mas quanta maldade…”.

Em busca da ossada perdida

Pela antiga Central de Polícia de São Paulo, um casarão da rua Roberto Simonsen, construído sobre a casa de taipa do bandeirante Gaspar de Godoy Moreira, passaram na década de 1960 nomes históricos da reportagem: Espaguete, Afanásio, Zaqueu Sofia, Wanderley Midei, Inajar de Souza e dois dinossauros famosos, Antonio Soares e Leonel, que se revezavam cobrindo pelo Estadão.

Anos depois de desativada a Central, Leonel contou que dela saía um túnel muito antigo, que presumivelmente no século XVI ligava a casa ao mosteiro de São Bento e que alguns policiais usavam para “amolecer” os presos pois, se espancados dentro do túnel, seus gritos não eram ouvidos na superfície. O túnel se explicava porque em 1562 a pequenina São Paulo quase foi destruída pelo ataque dos tamoios, aliados dos franceses de Villegaignon que tinham invadido o Rio de Janeiro, e alguns túneis faziam parte da defesa.

Essa velha história foi lembrada pelos pauteiros quando da perfuração do túnel da linha Norte-Sul do Metrô, no subsolo do Pátio do Colégio, mas a Companhia do Metrô não achou túnel algum. A lenda, porém, ficou na memória do reportariado e anos depois, quando o Metrô começou a trabalhar no vale do Anhangabaú, para fazer a Leste-Oeste e abrir a Estação da rua Formosa, a história foi modificada para mais um trote memorável.

Um foquinha do Estadão recebeu como pauta “driblar os engenheiros sacanas do Metrô”, que teriam topado com os ossos do padre Anchieta e caixões de vários bandeirantes ao perfurarem o solo. Como queriam era tocar a obra, o foca não deveria se impressionar com a negativa enfática dos engenheiros. Tudo o que precisava fazer era entrar correndo pelo túnel, ignorando as reclamações dos seguranças, e encontraria os “restos sagrados dos primeiros colonizadores de São Paulo”.

Antecipando o furo, o repórter se apresentou, ouviu a explicação lógica de “você está louco, meu, não tem nada aqui” e se mandou à toda para a boca do túnel, só não conseguindo entrar porque, devido à altura do lençol freático, o túnel era cavado sob pressurização e a boca só se abria de vez em quando, para a saída e entrada dos operários.

O coitado do foca, depois de solto (porque é claro que foi preso), desistiu da profissão, mas alguns coleguinhas não entenderam “o espírito da coisa” e acharam que o Estadão tinha achado um filão e que a notícia procedia.

Coube a Táta Gago Coutinho, que assessorava a então Secretaria de Vias Públicas, tourear os repórteres que queriam confirmar o encontro dos restos mortais dos bandeirantes. E é ela quem conta que, mesmo depois de provar que Anchieta morreu em Vitória, teve que chamar o elegantíssimo secretário Geraldo Borghetti, que acumulava a pasta e a Emurb, para explicar, muito sério, para repórteres extremamente desconfiados, que a São Paulo antiga não ia além de 500 metros do Pátio do Colégio e que o Anhangabau, então um brejo intransitável, nunca fora cemitério de ninguém. “Mas a história demorou a morrer”, conclui ela.

Escada Abaixo

Ali pelo final de 1964 Francisco Baker era repórter do Jornal do Brasil no Rio de Janeiro, fazendo um plantão diário entre 18h e 23 horas. Certa noite recebeu a incumbência de fazer o registro de uma homenagem ao governador Adhemar de Barros, de São Paulo, um banquete promovido pelo dono dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, o Chatô. O motivo da homenagem era a participação de Adhemar no golpe militar de seis meses antes, que ainda contava com o apoio de praticamente toda a grande imprensa da época, à exceção da Última Hora de Samuel Wainer (e do Correio da Manhã do Rio, que primeiro apoiou e depois se arrependeu). Ao chegar ao local do regabofe, a sede da revista O Cruzeiro na rua do Lavradio, lá encontrou, com a mesma incumbência jornalística, seu ex-colega de faculdade Elio Gaspari, que era repórter da sucursal Rio do Diário de S.Paulo.

A cena era meio surrealista. O homenageado, corpulento mas com as faces rosadas, circulava pelo salão, ornamentado por folhagens e enormes frutas artificiais, na companhia do anfitrião, este em cadeira de rodas (consequência de um derrame), sem conseguir articular nenhuma palavra inteligível e vestido numa farda de coronel da PM da Minas, uma patente honorária que recebera tempos antes. Boa parte da plutocracia nacional se apinhava no local, pois O Cruzeiro ainda desfrutava de circulação expressiva e prestígio.

Elio acabara de ser expulso da Faculdade Nacional de Filosofia por razões políticas e iniciativa do diretor da Faculdade, Eremildo Luiz Vianna (não por coincidência, com o mesmo nome daquele personagem fictício que hoje frequenta as colunas do Elio).  A matéria era insossa e o horário ingrato, de forma que combinamos passar o texto por telefone e aproveitar a boca-livre. Os dois descobriram um telefone ao lado do salão e fui o primeiro a passar a nota. Quando chegou a vez do Elio ele não se limitou aos dados do texto. Alguém da sucursal perguntou sobre a festa e ele não resistiu em exercitar sua costumeira ironia: “A decoração é tropicalista – informou ele –, isto aqui está cheio de cachos de banana e pencas de abacaxi. Mas como o Chatô não é bobo, mandou amarrar tudo no alto das colunas para que o pessoal do Adhemar não carregue para casa”.  E continuou a fazer comentários no mesmo tom, evocando a antiga reputação do governador paulista, conhecido como aquele que “rouba mas faz”.

Um sujeito que estava ao lado ouvindo a conversa teve então uma explosão de indignação e começou a desacatar o Elio sem sequer esperar que ele saísse do telefone. “Seu moleque, cafajeste, você não pode falar desse jeito”. Resolvi sair em defesa do meu colega e argumentei com o sujeito que não tinha porque se meter numa conversa telefônica privada. Para surpresa de Baker, o Elio encerrou o assunto rápido e me puxou pelo braço. “Deixa isso pra lá, vamos sair daqui”.  Enquanto outras pessoas tiravam o indignado por um lado, eles sairam por outro e o Elio se lembrava de uma obviedade que lhes escapara: “Você se esqueceu de que o meu jornal é parte dos Associados? Se o cara descobrir quem eu sou vai se queixar e eu estou na rua. Não posso perder esse emprego”.

Apesar do incidente, e como estavam com fome, voltaram ao banquete. Mal iniciaram a salada quando viram que o sujeito da altercação, um assessor do Adhemar, no outro extremo do salão, os apontava e gesticulava agitado para uns dois ou três sujeitos com físico do porte guarda roupa. Ali mesmo interromperam a boca-livre e seprecipitaram escada abaixo – o Elio achou que o elevador poderia ser uma escolha fatal – e só pararam de correr quando estavam na rua do Lavradio, a dois quarteirões de distância da sede de O Cruzeiro.

Que banquete, que nada! Naquele início de tempos bicudos, que ainda iam durar 20 anos, o lugar mais seguro era a redação.

Encontrando Lou Reed

Ontem, ninguém menos que o Lou Reed estava autografando na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo. Eu, obviamente, fui lá tietar. A fila estava gigantesca e pra pode chegar perto do cara tinhe que ter pego uma senha que fora distribuída pela manhã.

Fui lá pra fila com meus amigos mesmo assim e só consegui ver o cara assim:


– Oi, Lou! (batendo no vidro…)

Felizmente, tenho amigos ainda mais tietes que conseguiram pegar a tal da senha. Deixei uma EntreQuadros com eles, devidamente dedicada ao Lou, afinal de contas uma das HQs da edição foi inspirada por e leva o nome de uma música dele (A  Walk on the Wild Side), e enfim… A EntreQuadros foi entregue em suas mãos!! Emoção demais =)

Não sei se ele entende português ou se alguém vai traduzir pra ele, mas pelo menos ele pode olhar as figurinhas e espero que não se sinta ofendido pela história que brotou a partir de sua obra.

Rio Comicon

Entre os dias 09 e 14 de novembro aconteceu na estação Leopoldina, na cidade do Rio de Janeiro, a Rio Comicon, um convenção de quadrinhos nos moldes da famosa San Diego Comicon.  Estive presente lá nos dias 10 a 13 de novembro.

O evento contou com convidados de peso como a lenda viva dos quadrinhos eróticos, Milo Manara, além de Kevin O’Neill (A Liga Extraordinária), Melinda Gebbie (Lost Girls), Mauricio de Souza, Ziraldo, Lourenço Mutarelli, Angeli, Laerte, Paul Gravett entre tantos outros.

Foi um baita evento com saldo pra lá de positivo. Pude conhecer novas pessoas (autores, editores, jornalistas e amantes de quadrinhos), rever amigos, conversar sobre novos projetos, adquirir novos materiais, pegar autógrafos etc. Além de ser um belo ponto de encontro, rolou muita festa bacana, um deleite só. A exposição com originais do Manara foi outro ponto alto. Todo mundo babou com as magníficas artes destre mestre italiano.

Entretanto, esse tipo de evento ainda tem muito o que evoluir no Brasil. A organização pisou na bola com algumas coisas que poderiam ser muito melhores. Seguem abaixo algumas considerações minhas:

– Houve um certo descaso e falta de comunicação da organização com muitos autores que não conseguiram marcar seus lançamentos no evento.

O Pequenos Heróis foi um destes casos. Tentamos marcar o lançamento do livro no sábado dia 13, cancelaram de última hora e quase ficamos a ver navios não fosse a iniciativa do Estevão Ribeiro. O próprio Estevão levou alguns exemplares ( e o álbum já havia esgotado na Livraria da Travessa) e ocupamos na cara e na coragem uma mesa da Plataforma dos Desenhistas. Vendemos e autografamos todos os exemplares mesmo sem contar com nenhuma divulgação por parte da organização da Comicon.

Muitos outros autores fizeram lançamentos em eventos paralelos à Comicon e eles poderiam ter sido perfeitamente agredados à programação e oferecer mais opções aos visitantes. Neste tipo de evento, quanto mais coisas agregadas, melhor;

– Um outro ponto foi que tirando a Barba Negra e a Panini, nenhuma editora tinha estande lá e, mesmo o da Panini, só foi montado na sexta-feira, terceiro dia do evento… Foi muito pouca opção, só o dessas duas editoras e mais alguns de autores independentes, nada além disto. O espaço da estação Leopoldina foi pouco aproveitado e não havia nada voltado para o público infantil ou para o público de mangás, tão populares entre os jovens por aqui.

A livraria da Travessa que tinha exclusividade de vendas também levou poucos exemplares de vários títulos que esgotaram rapidamente, como foi o caso do Pequenos Heróis. Quando o Kevin O’Neill estava autografando já não havia mais nenhum exemplar da Liga Extraordinária à venda também;

– Um outro ponto foram as traduções das palestras. Elas mais atrapalharam do que ajudaram e alguns dos filmes exibidos simplesmente não tinham legendas;

– Os banheiros da estação Leopoldina estavam extremamente precários e, ao contrário da FIHQ em Belo Horizonte, que foi organizada pelo mesmo pessoal da Rio Comicon, a entrada no evento não era gratuita. Não havia muita coisa nos arredores da Estação Leopoldina também. Pra quem ficou lá o dia inteiro e quis sair pra comer algo melhor que os usuais fast-foods de evento ou simplesmente procurar um banheiro decente, isso foi um fato bem incoveniente.

Espero que a organização melhore estes pontos para as próximas edições. Público para este tipo de evento ficou bem claro que existe. Sábado e domingo foram dias bem movimentados lá e, mesmo sem terem sido oferecidos descontos, foi um evento ótimo para vendas.

Segue abaixo algumas fotos que tirei lá:


Entrada da exposição de originais do Manara em formato de buraco de fechadura.


Milo Manara autografando.


Kevin O’Neill autografando.


Lançamento da Nós, do meu xará Mario Cau, pela Balão Editorial.


Daniel Galera, roteirista da ótima Cachalote.


Laerte arrasando no figurino e autografando ao lado do Angeli.


Alessandra Negrini recomendando fortemente a leitura da EntreQuadros e um extasiado Guilherme Kroll, editor da Balão Editorial, ao seu lado.

 

Janela Indiscreta

Charge para o Jornalistas & Cia

A redação do Estadão tem paredes de vidro que dão para a Av. Eng. Caetano Álvares, onde passa um córrego que deságua no rio Tietê. Quando descansam das matérias do dia, o pessoal fica olhando as águas correr e os carros passarem. Um belo dia um dos contínuos da redação, o Helio, descobriu que duas vezes por semana uma mulher parava o carro do outro lado do córrego, um homem a pegava com outro carro, saiam por duas horas e ele a trazia de volta para o seu carro. Helio pesquisou como um bom repórter e descobriu que eles iam: um motel!

Não deu outra… Uma tarde, quando a delicada operação dissimuladora aconteceu, ele chamou todo mundo, contou a história e seu plano empata-foda. Esperou o casal sair, foi lá e pôs no parabrisas do carro da madame pecadora um papel enorme escrito em vermelho: “Estou observando vocês há muito tempo. Vocês vão pagar!!!!!” E a redação parou para ver o segundo capitulo da história.

O processo foi normal: duas horas depois ele a trouxe, esperou como sempre que entrasse no carro para evitar qualquer contratempo. Ela viu o recado sem mesmo ter sentado direito, correu para fora e os dois foram ver o bilhete maldoso do Helio Empata-Foda. Se desesperaram. Olharam para todos os lados – àquela altura o pessoal da redação recuou estrategicamente – e não viram ninguém, só as grandes vidraças desertas de olhares ocultos.

Nervosíssima, aparentemente quase chorando, ela partiu com o carro derrapando e ele também foi embora.

Nunca mais voltaram… Devem ter ficado pensando qual dos dois cornos tinha contratado um detetive particular e depois, passado o susto, como nada aconteceu, procurado um motel mais distante…

Maldades infantis de jornalistas desocupados, que me levaram à frase: “Todo repórter (homem ou mulher) sem ter nada para fazer é uma pessoa perigosa…” Portanto, senhores donos de jornais, só por precaução, deem-lhes trabalho…

Nanquim Descartável 4

Seguem algumas páginas que desenhei para a próxima edição da Nanquim Descartável do Daniel Esteves.

Este número tem tudo para ser a melhor edição da série até agora. Finalmente conheceremos a história do tão falado e, até então, nunca visto ex-namorado da Ju. O pessoal está caprichando na arte. Tem colaborações do Wanderson de Souza, Júlio Brilha, Mário Cau, Alex Rodrigues entre outros. A capa será de ninguém menos que o Luke Ross.