Front na Ilustrada

Na última segunda-feira saiu uma matéria bem bacana na Ilustrada da Folha de S. Paulo sobre a Front Especial 1 – Centenário da Imigração Japonesa, por Pedro Cirne. Clique na imagem para ampliar.

Também saiu no site da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1407200818.htm

Segue o texto aí embaixo 🙂

HQ homenageia Japão além do mangá

Edição especial da “Front” traz quadrinistas brasileiros explorando o tema do centenário da imigração

PEDRO CIRNE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Neste ano de 2008, comemora-se o centenário da imigração japonesa no Brasil. Um ótimo mote para uma edição de histórias em quadrinhos, principalmente uma vez que os mangás (HQs japonesas) têm ótima aceitação por aqui e influenciam muitos quadrinistas nacionais. A revista “Front” lançou recentemente uma edição especial sobre o tema e o resultado vai além dos mangás e da nostalgia pela terra distante -não que os dois estejam ausentes da edição.
Desde que a “Front” foi lançada, em 2001, a proposta era ser uma revista em quadrinhos diferente. Tanto que não houve a edição número um. A primeira “Front” já era a número sete e trazia o formato que conserva ainda hoje: muitos quadrinistas nacionais, de estilos e gêneros diferentes, abordando um único tema por edição. E essa “Front” continua diferente: não pertence à numeração normal da revista, daí o adjetivo “especial” no título: “Front Especial nº 1 – Centenário da Imigração Japonesa”.
O motivo dessa diferenciação, explica Mário César, editor da “Front”, é o assunto. “É um tema mais específico, diferente dos anteriores, que eram abertos, como ódio, amor, saudades etc.” Se houve um caminho diferente na escolha do tema, Mário César vê que o caráter experimental da revista foi mantido: “A história do Leandro Moraes, por exemplo, não é um quadrinho tradicional; é uma narrativa fragmentada, que segue para várias direções o mesmo tempo”. Dois veteranos quadrinistas brasileiros de origem nipônica participam desta edição: Júlio Shimamoto, como autor, e Cláudio Seto, como um dos personagens.
Shimamoto escreve e desenha uma história autobiográfica. Relembra um episódio da sua infância em que viu seu pai, japonês que havia imigrado para o interior paulista, envolvido em uma difícil situação moral.
Seto, por sua vez, é protagonista de outra HQ baseada em fatos reais, narrada não por ele, mas por Bira Dantas. Filhos de imigrantes nipônicos, Seto e seu irmão gêmeo nasceram no Brasil. Entretanto, sua avó, supersticiosa, convenceu a família de que o fato de serem gêmeos era mau agouro e precisava ser escondido. Assim, Seto foi criado no Brasil, enquanto seu irmão cresceu no Japão. Quando, adolescente, o gêmeo voltou para sua terra natal, eles decidiram manter o segredo de família, tirando proveito da inusitada (e divertida) situação.

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