Projetos futuros

Atualmente tenho dois projetos de quadrinhos em andamento para serem lançados ainda este ano.

O primeiro é a EntreQuadros, uma revista independente na qual publicarei meus trabalhos autorais. Ela será lançada em parceria com o pessoal do 4Mundo, um coletivo de autores independentes que vem ganhando cada vez mais destaque no mercado.

O lançamento será em junho, assim que tiver as datas e locais informarei a todos.

Segue abaixo um preview da primeira edição.

O segundo projeto já foi anunciado no UniversoHQ ontem. Trata-se de um projeto concebido pelo Estevão Ribeiro (Contos Tristes) com várias histórias ‘mudas’, sem balões de diálogo ou textos de recordatório, de crianças comuns que passam por situações heroica. Uma forma de homenagear alguns personagens de quadrinhos que povoam a mente de crianças e adultos há algumas décadas.

Eu ilustrei uma das histórias, a que homenageia o Super-Homem e também estou cuidando da edição do livro.

Além de mim, outros desenhistas foram convidados para desenhar as histórias, entre eles: Emerson Lopes, Jaum Felipe (de Viajante Jaum), Raphael Salimena (Mad, Linha do Trem), Ric Milk (que terá seu traço colorido por Dandi), Leo Finocchi e Vitor Cafaggi (The amazing adventures of Puny Parker).

Segue abaixo uma das páginas da HQ que ilustrei. Outras páginas podem ser conferidas no preview que liberamos para o UniversoHQ, neste link.

O parecer técnico

Charge para o Jornalistas & Cia

No dia em que balearam Bob Kennedy, a chefia de Reportagem do Jornal da Tarde mandou o Miguelão, munido de telegramas que descreviam a trajetória das balas, conversar com especialistas no Hospital das Clínicas. O jornal queria dar uma explicação didática para os leitores sobre o que poderia acontecer com ele: haveria chances de que sobrevivesse? Se sobrevivesse, teria seqüelas? De que tipo?
Quando Miguelão voltou do HC, a Redação ficou em silêncio. Todos queriam saber o diagnóstico dos especialistas.
– E aí, Miguel? – perguntou o editor, depois de algum tempo, para desfazer o suspense.
Miguelão deu uma risadinha e sentenciou, com o vozeirão possante:
– Se não bater as botas, fica lelé.

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HQ Mix 2009

Saiu a lista dos indicados ao Troféu HQ Mix deste ano, a maior premiação de quadrinhos do Brasil.

Este ano a Front foi indicada duas vezes na categoria Publicação Mix pelas edições 19 – Sonho e Especial 1 – Centenário da Imigração Japonesa.

Outras publicações que atuei como editor foram indicadas em outras categorias: Bone – Estúpidas, estúpidas caudas-de-ratazanas (Publicação de humor), Love & Rockets 2 – Pés de pato (Edição especial estrangeira) e NoiteLuz (Edição especial nacional).

Além disso, a Via Lettera foi indicada a editora do ano.

A lista completa dos indicados pode ser conferida neste link.

Socorro!

Charge para o Jornalistas&Cia

Em 1969, a revista Realidade ficava no 14º andar da rua João Adolfo,  no Bixiga. Roberto Civita era o diretor de redação e saiu para ir ao teatro, jantar e depois voltaria para ver o resto do fechamento. Estavam fechando mais uma edição da revista quando, a certa altura da madrugada, o Roberto Civita não tinha voltado ainda, Woyle Guimarães abriu uma janela que dava para a 9 de Julho e gritou com toda a força dos pulmões: SOCORROOOOOOOOOOO!!!

Em seguida, a redação apagaou todas as luzes e tofos forampara a janela ver o que acontecia. Foi uma grande quantidade de luzes se acendendo, nos apartamentinhos da avenida 9 de Julho.  Mulheres e homens, jovens e velhos, buscavam na rua de onde viera o grito. Eles esperaram um pouco, antes de reacender as luzes para, no maior silêncio continuar trabalhando um pouco mais aliviados do cansaço. Afinal estavam lá desde as 9 da manhã.

A bendita marcha

Charge para o Jornalistas & Cia

Em 1970, Rubens Marujo foi trabalhar no Diário Popular que ficava em frente onde hoje é ou Poupatempo, na rua do Carmo, ao lado da praça da Sé. Lá também trabalhava o Tarcísio Carvalhaes. Um dia ele combinou com o Gabriel Salles, que era repórter, de irem até o Jabaquara. O Tarcísio havia acabado de comprar um Volkswagen e os dois visitariam um amigo. O Gabriel, que não dirige, não fazia a menor idéia que o Tarcísio não sabia engatar a marcha ré. Assim, cada rua que eles passavam e era para entrar à direita ou à esqueda, em vez de voltar, ele ia em frente esperando a próxima rua que desse.. Saíram às 9 horas da manhã e chegaram ao Jabaquara às 17 horas, depois de passarem por Diadema.

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Boris causando

Charge para o Jornalistas & Cia

Mais uma para coluna Memórias da redação que conta casos curiosos dos bastidores do jornalismo.

Antigamente, nas redações, se trabalhava bem mais descontraído do que nos últimos anos. Haviam demissões, censura, ditadura política, mas ninguém perdia o bom humor. Colegas de outras redações vinham se encontrar no mesmo bar que a gente, para um papo amigo, descontraído.  Era muito divertido. O Boris Casoy, por exemplo, que hoje apresenta o Jornal da Bandeirantes, é um exímio imitador. Certa vez, se fazendo passar por Paulo Salim Maluf, que era o governador do Estado, em l980, convocou vários secretários estaduais para uma reunião de emergência no Palácio dos Bandeirantes. Depois, teve de ligar de novo para desmarcar, porque os secretários já estavam saindo. Ele imitava até o dono do jornal, Otávio Frias de Oliveira. Como era o editor-chefe da Folha de S. Paulo, costumava passar trotes nos editores do jornal. E um dos editores com quem ele sempre tentava aplicar uma “pegadinha” era o Roland Marinho Sierra,(atualmente é membro da Associação dos Jornalistas Aposentados) editor de Política, que havia sido assessor de imprensa do ex-presidente Jânio Quadros. Escolhia a hora de fechamento do jornal, depois das 21 horas, para ligar, num momento de mais tensão. “Alôoo Rolaaand”, com aquele jeito inconfundível de falar que o Jânio tinha. Depois dizia alguma coisa e caia na gargalhada, enquanto o Roland ficava xingando.
Uma noite, o telefone do Roland toca e de novo: “Alôooo Roland” e o editor, esta vez, não perdeu tempo: “Boris não enche o saco, vai para a p.q.p não vê que eu tô fechando”, e bateu o telefone. Logo em seguida o telefone tocou de novo e quando Roland já estava para explodir, descobre que era o próprio Jânio Quadros, de sua residência no Guarujá, tentando falar com ele. Deu azar. Ficou um tempão tendo de se explicar.

E na calada da noite…

Charge para o Jornalistas & Cia

O Jornalistas & Cia inaugurou nova seção, chamada “Memórias da Redação”, que vai contar casos curiosos e/ou engraçados de coisas que rolam nas redações. Na estreia, um caso que aconteceu na Folha de S. Paulo na década de 1970.

Antigamente, a redação da Folha de S. Paulo ficava na parte de trás do prédio e não de frente para a rua Barão de Limeira, como é hoje. Era começo da década de 70 e quase todas as noites, após o fechamento do jornal, um grupo de jornalistas ia até um bar que ficava na rua de trás, o 308, na Barão de Campinas, para tomar uma cerveja e discutir as notícias do dia. E havia também um contínuo que, aproveitava a saída do pessoal, para dormir ali mesmo, num banco da redação. Certa noite, o grupo que estava no bar decidiu aprontar uma. Alguém sugeriu que todos voltariam para a redação, apagariam as luzes, cada um sentaria na sua máquina de escrever e todos fingiriam estar fechando o jornal, enquanto o contínuo dormia tranquilamente. E assim foi feito. Era meia dúzia de pessoas. Voltaram para o jornal e subiram para a redação. Sem fazer barulho nenhum, fecharam as persianas e apagaram a única luminária acesa. Aí começou a barulhada: tec… tec… tec…, um gritando fechaaa! desceee! Fulano faz uma chamada para a primeira; checa tal informação; agora só falta fazer a manchete, numa linguagem bem específica de fechamento de um jornal. Em meio à gritaria, o coitado do contínuo acordou assustado, gritando: Fiquei Cego! Fiquei Cego! Fiquei Cego!

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O rei dos jornais

Charge para o Jornalistas & Cia

Com o lançamento do Bom Dia Marília, a Rede Bom Dia de J.Hawilla – também dono da TV TEM (afiliada Globo em várias regiões do Estado) e da Traffic (que tem metade do time do Palmeiras) – consolida seu projeto de expansão que prevê de 5 para 23 o número de edições locais até o final de 2010.

Vinho com acarajé

Charge para o Jornalistas & Cia

Os baianos amantes do vinho e da boa gastronomia serão presenteados com um novo projeto de comunicação, 5 Sentidos, que terá programas para TV e  rádio, revista e portal. Na TV, tem estréia dia 4 de abril, na Aratu, com edição semanal, aos sábados, das 13h15min às 13h45min. Dia 6 é dia de  estréia na Rádio Transamérica. 5 Sentidos vai ao ar as segundas e terças-feiras, das 22h às 23h.
A Revista 5 Sentidos,  será distribuída em 2 de abril, na festa de lançamento do projeto, que traz outra novidade, o Chocolate 5 Sentidos, desenvolvido especialmente pela Chocolataria Truffany´s. E o site irá reunir o melhor de cada um dos veículos.