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Quadrinista e organizador da POC CON
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Charge para o Jornalistas & Cia.
A história dessa semana é sobre as dificuldades ao se cobrir eventos fora do Estado de São Paulo nas décadas de 70 e 80. Não havia infra-estrutura adequada para se enviar as matérias para as redações e era necessário usar ou o velho telex ou o telefone. Não era muito difícil encontrar repórteres “pendurados” em orelhões, segurando aquelas tripas de matéria (uma lauda colada na outra) e gritando (era necessário falar bem alto) para que o rádio-escuta pudesse ouvir e entender os termos utilizados).

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Charge da semana para o Jornalistas & Cia.

No início da década de 1960, Boris Casoy, então âncora da Rádio Eldorado, usava o tempo livre para passar trotes pelo telefone nos coleguinhas mais novos.
A rádio ficava em cima do prédio do Hotel Jaraguá, na rua Major Quedinho, vizinha da então sede do Estadão. Uma das vítimas da incrível capacidade do Boris de imitar vozes foi o Antonio Oliveira Machado, o Machadinho, repórter do Estadão, que cobria férias de um redator na rádio.
Fazendo voz de mulher, Boris ligava para o Machadinho e começava uma conversa longa sobre como era trabalhar na rádio e no jornal e, aos poucos, o papo passou para a cantada, inclusive com convite para que se encontrassem.
O trote ficaria nisso, não fosse o Machadinho se furtar ao encontro, pois para se dar importância disse que naquele dia não podia, pois estava aborrecido com um diretor do jornal e precisava resolver a situação: “Imagine que o Ruy Mesquita quer, porque quer, que eu vá como correspondente de guerra para o Vietnã, mas eu me recuso terminantemente e vou dizer isso para ele”.
As lorotas do então foquinha eram tantas que os telefonemas passaram a ser transmitidos por um alto-falante na redação do Estadão, e daí surgiu a idéia de reunir o Machadinho com a sua ‘namorada’.
Vestido com o maior cuidado, Gumex no cabelo, gravata, que na época se usava, o repórter postou-se na frente da Biblioteca Mário de Andrade, à espera da garota do telefone, enquanto a redação inteira se acotovelava no terraço do Salão Nobre do jornal, bem próximo para assistir ao encontro.
Ansioso, Machadinho viu parar um carro na frente da calçada em que estava, a porta se abriu e o Boris, um lencinho estampado amarrado na cabeça, saiu do carro e usou a voz de falsete para dizer, já gargalhando: ‘Machadinho, eu sou a sua namorada’.
Anos depois, já assessor de imprensa da Bolsa de Valores de São Paulo, o Machado confessava que o percurso mais demorado e humilhante de sua vida foi caminhar os 100 metros da frente da Biblioteca para o prédio do Estadão, com pelo menos 50 jornalistas gargalhando no terraço – inclusive o diretor Ruy Mesquita.

Um resumão do que foi o 6º FIQ pra mim:
– Reecontrar um monte de gente e conhecer mais um outro punhado de quadrinhistas brasileiros e estrangeiros;
– Apresentar o projeto Pequenos Heróis pra deus e o mundo, sempre com boas reações;
– Revistas e fanzines foram as moedas mais recorrentes no evento: “Vamos trocar uma revista aí, cara?”;
– Ótimas exposições sobre o Canini, Batman, Craig Thompson, Guy Deslile, quadrinhistas chineses, franceses e sei lá mais de onde;
– Festa Funk-Brother-Soul no alto da colina mais alta de BH que o Bira levou a gent. Com direito até a chinês dançando soul e o Esteves rasgando as calças na pista de dança heh
– Baladinha com um boa banda de rock tocando ao vivo. Sweeeeet!



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Resolvi entrar no Twitter. Quem quiser ver pode acessar pelo menu lateral do blog onde também aparecem meus tweets mais recentes. Meu nick lá é o mas_que_mario.
Abaixo segue a charge da semana para o Histórias da Redação do Jornalistas & Cia.
A história da semana é sobre um jornalista, cujo nome não foi revelado, que tinha uma baita fama de ser pé-frio.

Em um certo domingo de fechamento, a redação estava cheia, ainda não existiam computadores na época e todos trabalhavam com máquinas de escrever Olivetti em escrivaninhas de aço com tampo de compensado de madeira verde musgo. Comparado aos padrões de hoje, era bem barulhento: pelo menos uma dúzia de jornalistas falando e batucando aquelas máquinas ao mesmo tempo, telefones tocando, a tevê a todo vapor.
Não se sabe quem viu primeiro, mas foi uma reação em cadeia. À medida que o dito cujo azarento entrava, o barulho das máquinas e vozes foi parando e em quatro ou cinco segundos sobrou apenas o blábláblá da tevê, todos olhavam para a porta. E, no segundo seguinte, o que se ouviu por sobre a voz do locutor de futebol foi o uníssono toc-toc-toc daquela dúzia de profissionais batendo por debaixo das mesas. Mais um segundo, todos se deram conta do que acontecera e rebentou uma gargalhada geral.

Saí completamente embasbacado do show dessa mulher. Merecia um desenho.
Ainda mais fantástica ao vivo do que no disco com uma presença de palco luminosa e deixando espaço pros excelentes músicos que a acompanham e seus ilustres convidados – em especial a exuberante Thalma de Freitas – brilharem também. Creio que desde a Marisa Monte uma cantora não me impressionava tanto ao vivo. Provavelmente, a voz mais autêntica e sofisticada da atual boa safra de cantoras brasileiras.
Durante minhas férias pude conhecer um pouco do mercado de quadrinhos na Espanha. Um dos autores de maior destaque por lá atualmente é o premiadíssimo Paco Roca cujos álbuns mais recentes têm lugar de destaque nas livrarias ao lado de Watchmen, Paulo Coelho, Crepúsculo, Dan Brown e cia.
Um reconhecimento de público e crítica mais do que merecido, dois de seus álbuns que li (Arrugas e Las Calles de Arena) já o colocaram entre os meus autores prediletos. Seu trabalho me encantou tanto que resolvi fazer algo que não fazia há um bom tempo: escrever resenhas.
A primeira, do Arrugas, saiu hoje no UniversoHQ e pode ser conferida neste link.
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E o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) está chegando, começa semana que vem na cidadede Belo Horizonte!
Em sua sexta edição, o FIQ já se transformou em um dos principais eventos de quadrinhos do Brasil.
Este ano a lista de convidados inclui o francês Guy Delisle (Pyongyang, Crônicas Birmanesas), o norte-americano Graig Thompson (Retalhos), o argentino Liniers (Macanudos) entre vários outros craques da nona arte.
A programação completa pode ser conferida no site do evento.