Nanquim, Som & Fúria #21

Santigold

Santigold

Santi White despontou em 2007 e suas músicas foram um sopro de novidade no pop ao misturar as novas tendências da música eletrônica e hip hop com o synth-pop oitentista. De lá pra cá, fez uma penca de contribuições com outros artistas (Beastie Boys, Julian Casablancas, Basement Jaxx, N.A.S.A. entre outros) e viu seu som e seus colaboradores e produtores do Major Lazer estourarem no mainstream. Somente agora ela lança seu segundo álbum, o ótimo Master of My Make Believe, com produção e colaborações de Switch e Diplo (Major Lazer), Dave Sitek (TV on the Radio), karen O e Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) entre outros. Um discaço onde ela amplia sua sonoridade com elementos de música jamaicana e africana Santigold e também solta o verbo contra a obsessão atual por fama, contra a máquina política e contra o atual estado maçante da dita música mainstream. Santigold é o tal do pop com alma e conteúdo que muitos alegam ser, mas que, geralmente, não passa de propaganda falsa estampada na embalagem.

Greve

Charge para o Jornalistas & Cia

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A história dessa semana é de Paulo Nogueira na qual ele narra o fracasso que foi a greve dos jornalistas no ano de 1979.

Acontecera o pior: os próprios jornais noticiaram a greve. Os grevistas, no apogeu do entusiasmo pré-greve, sonhavam que os jornais simplesmente não sairiam porque não haveria gente para fazê-los.

Mas saíram, feitos por fura-greves que, num efeito colateral trágico para todos os jornalistas, eles próprios incluídos, mostraram aos patrões que era possível trabalhar com redações bem mais enxutas do que as que existiam naqueles dias. Nem a famosa arma secreta prometida numa assembleia por Juca Kfouri – que fazia parte do comando de greve – foi capaz de salvar o movimento.

Uma epidemia de greves tomou o País depois que os metalúrgicos abriram a porta. Umas foram bem-sucedidas. A dos jornalistas de São Paulo foi um monumental fracasso.

EntreQuadros – Círculo Completo na íntegra e entrevista para Monotipia

Como já noticiei, eu e a Balão Editorial disponibilizaremos meu livro EntreQuadros – Círculo Completo para leitura gratuita na internet para celebrar minhas duas indicações ao Troféu HQ-Mix nas categorias Novo Talento – Roteirista e Novo Talento – Desenhista.

Iríamos publicar em capítulos – e o primeiro já está on-line -, mas, para agilizar, resolvemos publicar a história completa de uma vez.

Tenham uma ótima leitura:

Open publication – Free publishingMore entrequadros

E não se esqueçam de que a edição está à venda com desconto e frete gratuito este mês no site da Balão Editorial e não deixem de conferir e curtir a página da EntreQuadros no FaceBook sempre com as últimas novidades!

Uma outra novidade é que concedi uma entrevista sobre o meu trabalho para edição da revista Monotipia deste mês. Confiram:

Open publication – Free publishingMore entrevista

O grande (e diminuto) fã de Ulysses Guimarães

Charge para o Jornalistas & Cia

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A história dessa semana é novamente uma colaboração de Plínio Vicente da Silva.

Assim que se tornou correspondente do Estadão, João Mendes passou a ser consultor de Plínio. Joãozinho era filho de antiga família de fazendeiros roraimenses, mas já em estado de decadência financeira, conhecia todo mundo e cada palmo do território. Sabia os nomes de todas as aldeias indígenas, quando haviam sido criadas, seu tamanho e localização e quem eram os tuxauas de cada maloca.

Um dia, precisando de informações sobre um garimpeiro, contrabandista e traficante, que as suspeitas indicavam ser amigo de um delegado da Policia Federal, Plínio levou Joãozinho Melo para uma cervejada no bar da Mangueirinha, às margens do rio Branco, no centro histórico de Boa Vista. Certamente teria boas informações sobre o cara, pois já os vira juntos em algumas oportunidades.

Ao chegar, Joãozinho se desculpou pelo atraso e justificou: tivera que passar na loja de decorações para apanhar um pôster do Dr. Ulysses, que mandara emoldurar. Presente de um deputado federal, era um desses que decoram gabinetes, no qual o sujeito faz pose de estadista.

Durante a conversa Joãozinho dividia o olhar entre o copo de cerveja e o quadro. O que contou valeu matéria que levou à prisão do garimpeiro, já condenado por crimes cometidos em Bauru, no interior de São Paulo, e que integrava a lista de procurados da Interpol. Por sua vez, o delegado acabou réu em processo administrativo, indiciado em inquérito pela PF e exonerado. Mais tarde, considerado culpado pela Justiça Federal, foi condenado a cumprir pena alternativa: prestar durante um ano defesa gratuita a réus primários.

Um dia, conversando com o pessoal da sucursal de Brasília, Plínio soube que o Dr. Ulysses iria a Boa Vista pela primeira vez. Em plenas vésperas das eleições de 1986 e empurrado pelo Plano Cruzado, o PMDB de José Sarney estava surrando o PDS em quase todos os Estados. Tanto é que elegeu 22 governadores contra apenas um pedessista, o de Sergipe, Antonio Carlos Valadares (Nessa época não havia eleições diretas em Brasília e nos territórios federais e o Tocantins só nasceria com a promulgação da Constituição de 1988).

Em Roraima a elite ainda era alinhada com os militares, daí os apelos para que ele viesse fortalecer o partido na capital macuxi. Foi assim que garantiu pelo menos uma das quatro vagas para deputado federal a que o território tinha direito no Congresso Nacional.

Plínio já conhecia Ulysses e não por conta de sua profissão, mas por conta de seu falecido sogro, Sálvio de Campos que fora amigo dele na juventude em Rio Claro. Sempre que coincidia o fato de ambos estarem na cidade, eles e mais um grupo de amigos da mesma época acabavam se encontrando. Numa dessas ocasiões, Plínio foi a Rio Claro com sua noiva, Maria Salete, e mais a família dela para uma visita a parentes. Foi então que passou cerca de duas horas no encontro dos velhos amigos. Mais tarde, já jornalista, encontrou-o duas vezes, ambas em Brasília.

Quando deu a notícia a Joãozinho Melo os olhinhos dele arregalaram, acompanhados de um sorriso franco de felicidade, seguidos de uma expressão de ansiedade: será que ele conseguiria um encontro com seu ídolo?

No dia da chegada, Plínio levou Joãozinho ao hotel em que o dr. Ulysses se hospedou. Quando ele desceu do apartamento já no final da tarde e entrou no lobby, fez questão de cumprimentá-lo. Ele abriu um sorriso, veio ao seu encontro, lhe deu um abraço e perguntou: “E o meu amigo Sálvio, como ele está?”. Lamentou e contou que foram muito amigos, o que deu à conversa a oportunidade que esperava.

Antes que seus assessores o levassem, pediu-lhe um favor: fazer uma foto dele com um dos seus maiores fãs. Apresentei-lhe Joãozinho, cuja cabeça batia na barriga do então presidente da Câmara dos Deputados. Disparei sua velha Yashica três vezes e mais não fiz porque ele desapareceu no meio das centenas de pessoas que o aguardavam na porta do hotel. Mas João não, ficou ali, arriado no sofá, olhando para a mão que cumprimentara o Dr. Ulysses.

À noite, no discurso que fez na avenida Venezuela, numa área entre os bairros Messejana e Liberdade, dois vultos se destacavam no palanque pela enorme diferença de tamanho: Ulysses Guimarães e João Melo.

No dia seguinte, eles se encontraram para uma cervejada no bar da Mangueirainha e Plínio entregou a um sujeito ainda emocionado as fotos e os negativos. Não muito tempo depois, a foto virou um novo pôster, aquele do dia em que ele conheceu o dr. Ulysses. E que ficou na parede da sala de sua casa até o dia em que, atacado por uma grave cirrose hepática, morreu, em 9 de dezembro de 1989.

EntreQuadros – Círculo Completo: Capítulo 1

Celebrando minhas duas indicações ao Troféu HQ Mix nas categorias Novo Talento – Roteirista e Novo Talento – Desenhista, eu e a Balão Editorial disponibilizaremos a EntreQuadros – Círculo Completo para leitura gratuita em capítulos na internet.

O primeiro capítulo já está on-line! Em breve, teremos os próximos. Confiram:

Circulo Completo cap1

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E vale lembrar que a edição está à venda com desconto e frete gratuito este mês no site da Balão Editorial e não deixem de conferir e curtir a página da EntreQuadros no FaceBook sempre com as últimas novidades!

Nanquim, Som & Fúria #20

James Mercer

James Mercer

Quem já viu o filme Hora de Voltar (Garden State), certamente se lembra da cena com a Natalie Portman usando headphones dizendo que conhecer The Shins vai mudar sua vida.  Se isso vai mudar a vida de alguém eu não sei, mas, com certeza, vai ter uma fornecer uma bela trilha sonora. James Mercer é considerado um dos grandes letristas de sua geração e a banda já lançou cinco discos, sendo o mais recente (Port of Morrow) com uma nova formação. Além do The Shins, James Mercer, também tem um outro ótimo projeto: o Broken Bells, em parceria com o produtor Danger Mouse.

Confira aqui o belíssimo clipe mais recente da banda ( The Rifle’s Spiral ) e abaixo outro do disco mais recente do Shins e outra do Broken Bells:

A Dorothy do Narciso Kalili

Charge para o Jornalistas & Cia

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A história, desta vez, é outra contribuição de Sandro Villar para o Memórias da Redação.

Depois de fazer parte da equipe da revista Realidade, Narciso Kalili, que nos deixou já faz algum tempo, levou seu talento, competência e bom humor para a TV Cultura. Na mais importante televisão pública do País, ele e alguns colegas dos tempos da revista, como Mylton Severiano da Silva, o Myltainho, integravam um time de ponta do Jornalismo. No comando, Fernando Pacheco Jordão. Sandro também desembarcou por lá. Chegou à TV Cultura em 1974, em plena dituradura.

Com todos aqueles profissionais oriundos de revistas, o jornalismo da Cultura logo se destacou como um dos melhores da televisão brasileira. Não tinha perfumaria no telejornal Hora da Notícia. Stanislaw Ponte Preta e Millôr Fernandes eram comentaristas do Jornal de Vanguarda, apresentado por El Cid Moreira, que, ao que parece, nunca arriscou o pescoço por nada.

Um dos méritos da equipe do Jordão foi focar os nossos vizinhos. Argentina, Bolívia e Paraguai, quase que completamente ignorados pelos outros canais, sempre davam as caras na Cultura. A concorrência estava mais preocupada em mostrar o que acontecia nos EUA e na Europa. A epidemia de meningite, que teve a divulgação proibida pela ditadura, foi outro assunto que a equipe abordou destemida e abertamente, sem rodeios. A TV Cultura foi o único veículo de comunicação a desafiar a ditadura e alertar a população sobre a epidemia, que fez inúmeras vítimas. Tal “ousadia” custou caro a Narciso e a Georges Bourdoukan, que se revezavam na chefia de Reportagem. Além de demitidos, eles foram presos pela temida Operação Bandeirantes, Oban para os íntimos.

A encrenca começou no Palácio dos Bandeirantes, docilmente a serviço da “redentora de 1º de abril de 1964”. Autor de A incrível e fascinante história do Capitão Mouro, Bourdoukan teve um arranca-rabo com Henry Aidar, então chefe da Casa Civil do governador Laudo Natel. Eles discutiram e aumentaram o tom ao telefone. “O senhor está querendo alarmar a população”, acusou Aidar. Ao que Bourdoukan contra-atacou, soltando os cachorros: “Alarmar não, nós estamos alertando a população” (sobre a meningite). Logo depois o próprio governador Laudo Natel, certamente depois de solucionar todos os problemas de São Paulo, ligou para Georges Bourdoukan. Ele não aceitou a justificativa do jornalista e ameaçou: “Se o senhor continuar com essas reportagens, vai se arrepender”. No dia seguinte, a ameaça se confirmou com a demissão e a prisão. “Ainda bem que sobrevivemos, nós fazíamos jornalismo de verdade em plena ditadura. Eu soube de pessoas que só não morreram (de meningite) graças ao nosso alerta”, contou Bourdoukan a Sandro

E a tal vDorothy do Narciso? Um belo dia Narciso entrou na redação que, àquela hora, estava às moscas e outros insetos. O telefone tocou. Ele atendeu. Na outra ponta da linha, como diziam os locutores de antanho, um jornalista queria saber qual o filme que a TV Cultura exibiria no dia seguinte. Narciso não sabia, perguntou a colegas próximos se sabiam. Não, ninguém sabia. O que fazer? Talvez atônito, ele olhou atentamente a mesa e, entre jornais e papéis, viu o nome Dorothy escrito num papel. E falou pro colega: “Tudo bem, Dorothy”. “Muito obrigado”, agradeceu o rapaz.

No dia seguinte, um jornal paulistano publicou, segundo um amigo nosso, que o filme da Cultura naquele dia era “Tudo bem, Dorothy”. Ainda bem que o jornalista não entrou em detalhes, querendo saber o ator principal (ou atriz), o diretor e etc. Tudo bem, Dorothy parece nome de peça de teatro escrita por Harold Pinter ou Neil Simon.

Depois dessa brincadeira do Narciso, a expressão virou uma espécie de saudação na redação. Quando um colega cruzava com outro não deixava de perguntar: “Tudo bem, Dorothy?”.

E os indicados são…

O Troféu HQ Mix, a principal premiação de quadrinhos do Brasil, publicou a lista definitiva dos indicados ao prêmio deste ano. Após ouvirem as críticas e sugestões em relação à lista dos pré-indicados, chegaram ao resultado final e adivinhem só: recebi duas indicações pela EntreQuadros – Círculo Completo! Uma para a categoria Novo Talento – Desenhista e outra para Novo Talento – Roteirista!

Nem preciso dizer o quanto fico honrado em ter meu trabalho reconhecido e em ser lembrado em uma premiação destas. Fico ainda mais honrado de estar ao lado de tantos artistas que admiro tanto. A cada ano que passa, o HQ Mix fica mais e mais acirrado.

Eu mesmo acreditava que, por falta de gente pra indicar, essas duas categorias às quais fui nomeado deveriam ser fundidas em uma única de Novo Talento. Hoje em dia, mesmo com duas categorias, ainda fica muita gente talentosa e merecedora de nota de fora. Só nestas duas categorias, por exemplo, também mereceriam ser nomeados os incríveis Dalton Soares e Magentaking (EP), Davi Kalil (MSP novos 50, Recreio), Abel (Ditadura no ar), Cristina Eiko e Paulo Crumbim (Quadrinhos A2), Leo Finocchi (MSP novos 50, Nem Morto), Yuri Moraes (Garoto Mickey) entre tantos outros. Isto nada mais é do que um sinal do crescimento em quantidade e qualidade de títulos nacionais nos últimos anos. Que continue assim! Vida longa e próspera para os quadrinhos brasileiros!

Segue abaixo a lista completa dos indicados e não se esqueçam de que a EntreQuadros – Círculo Completo pode ser adquirida com desconto diretamente no site da Balão Editorial: http://www.balaoeditorial.com.br/entrequadros-circulo-completo.html

Adaptação para os Quadrinhos
A Cachoeira de Paulo Afonso (Pallas)
Clara dos Anjos (Cia. Das Letras)
Conto de Escola em Quadrinhos (Peirópolis)
Dom Casmurro (Nemo)
Fahrenheit 451 (Globo)
Fernando Pessoa e Outros Pessoas (Saraiva)
Vigor Mortis Comics (Zarabatana)

Chargista
Angeli (Folha de S. Paulo)
Benett (Folha de S. Paulo)
Dálcio Machado (Correio Popular)
Duke (O Tempo)
Gustavo Duarte (Lance)
João Montanaro (Folha de S. Paulo)
Quinho (Estado de Minas)

Caricaturista
Alan Souto Maior
Baptistão
Cavalcante
Gustavo Duarte
Loredano
Manohead
Thiago Hoisel

Cartunista
Cau Gomes
Dálcio Machado
Duke
Jota AJunião
Junião
Léo Martins
Silvano Mello

Desenhista Nacional
Aloísio de Castro (Carcará)
Danilo Beyruth (Necronauta 2)
Gustavo Duarte (Birds)
Lourenço Mutarelli (Quando meu Pai se Encontrou com o ET Fazia Um Dia Quente)
Marcelo Lelis (Saino a Percurá Ôtra Vez)
Rafael Albuquerque (Tune 8 e Vampiro Americano)
Rafael Coutinho (O Beijo Adolescente)

Desenhista Estrangeiro
Cyril Pedrosa (Três Sombras)
Daniel Clowes (Mundo Fantasma)
David Mazzucchelli (Asterios Polyp)
Jacques Tardi (Era A Guerra de Trincheiras)
Milo Manara (Bórgia – Tudo é Vaidade)
Oliver Copiel (Thor)
Shaun Tan (A Chegada)

Destaque Internacional

Ana Luiza Koehler
Fábio Moon e Gabriel Bá
Ivan Reis
Mike Deodato
Rafael Albuquerque
Rafael Grampá
Ricardo Manhães

Edição Especial Nacional
Encruzilhada (Leya/Barba Negra)
Histórias do Clube da Esquina (Devir)
Morro da Favela (Leya/Barba Negra)
Oeste Vermelho (Devir)
Saino a Percurá – Ôtra Vez (Zarabatana)
Tune 8 (Independente)
Vigor Mortis Comics (Zarabatana)

Edição Especial Estrangeira
A Chegada (SM)
Asterios Polyp (Cia. das Letras)
Daytripper (Panini)
Era a Guerra de Trincheiras (Nemo)
Mundo Fantasma (Gal Editora)
Quando lá Tinha o Muro (Tinta Negra)
Três Sombras (Cia. das Letras)

Editora
Cia. Das Letras
Conrad
Devir
Leya/Barba Negra
Nemo
Panini
Zarabatana

Livro Teórico

A História em Quadrinhos no Brasil – Waldomiro Vergueiro e Roberto Elíseo Santos (Laços)
Ângelo Agostini – Gilberto Maringoni (Devir)
Enciclopédia dos Quadrinhos – Goida e André Kleinert (L&PM)
Faces do Humor, uma Aproximação entre Piadas e Tiras – Paulo Ramos (Zarabatana)
Histórias em Quadrinhos & Educação – Formação e Prática Docente – Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva – Orgs. (Editora Metodista)
Linguagem HQ – Nobu Chinen (Editora Criativo)
Super-Heróis, Cultura e Sociedade – Nildo Viana e Iuri Andréas Reblin – Orgs. (Editora Ideias & Letras)

Novo Talento – Desenhista
André Leal (São Jorge da Mata Escura)
Daniel Og (Yuri, Quarta-feira de Cinzas)
Eduardo Damasceno (Achados e Perdidos)
Lu Cafaggi (Mix Tape)
Mário César (EntreQuadros)
Magno Costa e Marcelo Costa (Oeste Vermelho e Matinê)
Rael Lyra (MSP Novos 50)

Novo Talento – Roteirista
Hector Lima (MSP Novos 50)
Lillo Parra (Sonho de Uma Noite de Verão)
Luís Felipe Garrocho (Achados e Perdidos)
Magno Costa (Oeste Vermelho)
Mario César (EntreQuadros)
Raphael Fernandes (Ditadura no Ar)
Vitor Cafaggi (Valente para Sempre e Duo.tone)

Produção Para Outras Linguagens
Angeli 24h (Documentário)
As Aventuras de Tintim (Filme)
Batman: Ano Um (Longa de Animação)
Capitão América: O Primeiro Vingador (Filme)
O Ogro (Animação)
Pieces (Teatro)
Walking Dead (Série de TV)

Projeto Editorial
1.000 (Barba Negra)
Achados e Perdidos (Independente)
Coleção Fierro (Zarabatana)
Coleção Ópera em Quadrinhos (Ática/Scipione)
Cripta (Mythos)
Graffiti 76% Quadrinhos #21 (Independente)
MSP Novos 50 – Mauricio de Sousa por 50 Novos Artistas (Panini)

Publicação De Aventura/Terror/Ficção
Birds (Independente)
Combate Inglório (Gal Editora)
Cripta (Mythos)
Fábulas (Panini)
Fierro Brasil (Zarabatana)
J. Kendall: Aventuras de uma Criminóloga (Mythos)
Os Mortos-Vivos (HQM Editora)

Publicação De Clássico
Agente Secreto X-9 (Devir)
Arzach (Nemo)
Combate Inglório (Gal Editora)
Cripta (Mythos)
Fantasma – A Saga do Casamento (Kalaco)
Garra Cinzenta (Conrad)
Gen, Pés Descalços (Conrad)

Publicação De Humor Gráfico
Antes Charge do que Nunca (Atorres)
Arvres (Orlando Pedroso)
Caminhos do Santiago (Santiago)
Caricaturas de Letra (Biratan)
Catálogo do Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro (vários)
Só Futebol (Duke)
Uma Patada com Carinho (Chiquinha)

Publicação De Tira
Agente Secreto X-9 (Devir)
Geraldão Espocando a Cilibina (Almedina)
Iscola… O Crime (Independente)
Macanudo # 4 (Zarabatana)
Ordinário (Cia. Das Letras)
Rei Emir Saad – O Monstro De Zazanov (Barba Negra)
Ultralafa (Barba Negra)

Publicação Erótica
Black Kiss (Devir)
Bórgia – Tudo é Vaidade (Conrad)
Futari H (JBC)
Golden Shower 2 (Independente)
Hentai Gold (Geek)
O Perfume do Invisível – Edição Completa (Conrad)
Velta & Mirza (Júpiter II)

Publicação Independente de AutorAparecida Blues (Biu e Stêvz)
Birds (Gustavo Duarte)
Duo.Tone (Vitor Cafaggi)
Nanquim Descartável 4 (Daniel Esteves)
O Beijo Adolescente (Rafael Coutinho)
SOS (Felipe Nunes)
Tune 8 (Rafael Albuquerque)

Publicação Independente De Grupo
Almanaque Gótico
Café Espacial
Gibi Gibi
Golden Shower 2
Graffiti 76%
Tarja Preta 7
Zine Extreme

Publicação Independente Edição Única

Achados e Perdidos (Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho)
Birds (Gustavo Duarte)
Duo.tone (Vitor Cafaggi)
Mix Tape (Lu Cafaggi)
O Louco, a Caixa e o Homem (Daniel Esteves e Will)
Quadrinhos A2 (Cristina Eiko e Paulo Crumbim)
São Jorge da Mata Escura (Marcello Fontana e André Leal)

Publicação Infanto-Juvenil
Disney Gigante (Abril)
Epic Mickey (Abril)
Joca e a Caixa (Cia. Das Letras)
Mendelévio e Telúria: Histórias tão Pequenas de Nós Dois
Pateta faz História (Abril)
Pequeno Pirata (Leya/Barba Negra)
Turma da Mônica Jovem (Panini)

Publicação Mix
1000-1 (Cachalote/Barba Negra/Leya)
Fierro Brasil (Zarabatana)
Golden Shower 2 (Independente)
Mad (Panini)
MSP Novos 50 (Panini)
Tarja Preta (Independente)
Vertigo (Panini)

Roteirista Nacional
André Diniz (Morro da Favela)
Carlos Ferreira (Kardec)
Daniel Esteves (O Louco, a Caixa e o Homem e Nanquim Descartável)
Lourenço Mutarelli (Quando meu Pai se Encontrou com o ET Fazia Um Dia Quente)
Marcelo Cassaro (Dbride: A Noiva do Dragão)
Vitor Cafaggi (Duo.tone e Valente para Sempre)
Wellington Srbek  (Ciranda Coraci e o Senhor das Histórias)

Roteirista Estrangeiro
Brian Wood (ZDM e Vikings)
David Mazzucchelli (Asterios Polyp)
Giancarlo Berardi (Julia Kendall e Ken Parker)
Jacques Tardi (Era A Guerra de Trincheiras)
Pierre Paquet (Quando eu Cresci)
Robert Kirkman (The Walking Dead)
Shaun Tan (A Chegada)

Tira Nacional
Bifaland (Allan Sieber)
Malvados (André Dahmer)
Manual do Minotauro (Laerte)
Níquel Náusea (Fernando Gonsales)
Ocre (Gilmar)
Quase Nada (Fábio Moon e Gabriel Bá)
Um Sábado Qualquer (Carlos Ruas)

Web Quadrinhos

Dinamica de Bruto – Bruno Maron
Ledd – J.M. Trevisan e Lobo Borges
Macacada Urbana – Vencys Lao
Quadrinhos A2 – Cristina Eiko e Paulo Crumbim
Quadrinhos Rasos – Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho
Terapia – Mario Cau, Rob Gordon e Marina Kurcis
Tune 8 – Rafael Albuquerque

Web Tiras
A Vida com Logan – Flávio F. Soares
Minha Talentosa Mão Direita – Gomez
Ryotiras – RyotMalditos Designers – Rômulo
Um Sábado Qualquer – Carlos Ruas
Vida e Obra de Mim Mesmo – Ricardo Coimbra
Will Tirando – Will Leite

Eco Cartoon 2012

Dois cartuns que fiz para o Eco Cartoon deste ano cujo tema é o futuro da água.

Esmola do Futuro

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Até a última gota

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Nanquim, Som & Fúria #19

Lenine

Lenine

Lenine já é bem conhecido e dispensa apresentações. Vou me reservar a falar apenas de seu trabalho mais recente: Chão (2011). O disco foi produzido pelo próprio filho de Lenine, Bruno Giorgi, e revela um artista que, por mais que já tenha uma carreira muitíssimo bem estabelecida, não se acomoda e ainda está em busca de novos caminhos. E, talvez seja seu disco mais radical neste sentido. Lenine usou e abusou de samples e ruídos naturais para dar forma às canções mais soturnas e pessoais de sua carreira. Um belo sopro de novidade ao som suingado pelo qual ele é conhecido. Além disso, é um disco com unidade, feito pra ser ouvido de cabo a rabo e não uma coletânea de singles tão comum à maioria dos discos. Nada está lá à toa. É uma obra de quem tem pleno domínio sobre o que está fazendo e que reafirma o porquê de Lenine ser um dos principais nomes da música brasileira nas últimas décadas.