O que vem por aí…

Volta e meia me perguntam o que estou produzindo e quando sai a nova EntreQuadros e o novo Pequenos Heróis... Pois bem, segue um post ilustrado pra responder (ao menos parcialmente) estas perguntas.

A próxima EntreQuadros será composta por contos sobre o amor. Nesta edição quero abordar como lidamos com as relações amorosas em diversas idades, indo da angústia da descoberta da sexualidade na adolescência à maturidade na terceira idade. O título provisório desta edição é “Ciranda da Solidão”. Ainda não tenho previsão de quando lançarei, mas aviso assim que isto estiver mais definido. Segue abaixo uma página da primeira história sobre um adolescente angustiado com as transformações pelas quais seu corpo está passando.

Meu outro projeto é uma graphic novel em parceria com o escritor e amigo Nick Farewell (Go, Mr. Blues & Lady Jazz, Manual de Sobrevivência para Suicidas, Uma vida imaginária). Não posso entrar muito em detalhes sobre a trama, mas adianto que será composta por treze histórias interligadas e que deve oferecer um nova perspectiva para um gênero bem popular de quadrinhos e é um projeto que está me fazendo aprimorar minha narrativa visual.

E por fim, também estou envolvido o próxima edição de Pequenos Heróis do autor e amigo do peito Estevão Ribeiro. Desta vez vamos homenagear os personagens da Marvel. Novos desenhistas se juntarão ao nosso time e há uma possibilidade de esta segunda parte ser dividida em dois volumes. Em breve anunciaremos mais detalhes. Abaixo segue parte de uma página da minha HQ:

Por hoje é só, pessoal e que 2013 seja repleto de grandes histórias em quadrinhos!

Nanquim, Som & Fúria # 40

David Byrne

Para o último post musical deste ano, nada menos um monstro sagrado do rock. David Byrne já cravou seu nome na história da música como compositor e vocalista do essencial Talking Heads. Tem uma carreira extensa e brilhante que é referência para Deus e o mundo. Também é grande amante de música brasileira, vive antenado com as nossas novidades e foi um dos grandes responsáveis pelo retorno de Tom Zé. Byrne sempre busca novas parcerias como forma de manter o frescor criativo e, este ano, juntou forças com uma das mais talentosas e aventureiras artistas da atualidade: Annie Clark (St. Vincent). O fruto deste encontro, ‘Love this giant’, passa longe de ser uma parceria oportunista como tantas outras por aí. Byrne e Annie soam como companheiros de longa data com visões de mundo semelhantes e  souberam forjar um disco excêntrico e orgânico no qual extraíram o melhor de cada um.

Banda non grata

Tira que desenhei para o blog Banda non grata do Marco Oliveira e do Marcelo Saravá, com quem já havia colaborado na HQ Pappy The Duke Fugiu da Prisão, publicada na revista Prismarte 55.

Clique na imagem para amplia-la.

 

Sampa Alternativa

Recentemente fui convidado para criar o projeto gráfico e realizar a diagramação de uma revista/guia sobre feiras da cidade de São Paulo, a Sampa Alternativa. A revista é o projeto de conclusão de curso três amigos, Ângelo, Caio e Bruna, que se propuseram a oferecer um olhar humanista sobre espaços públicos que dão vida e charme à cidade. A primeira edição aborda a tradicional feira da Praça Benedito Calixto no bairro de Pinheiros. O resultado ficou muito bom, tiraram nota máxima no TCC, e espero que consigam implementar pra valer a publicação futuramente. O jornalismo e a cidade só tem a ganhar com projetos assim. Confiram:

 

E não deixem de acessar (e curtir) a página deles no Facebook para ficar por dentro das novidades:

Nanquim, Som & Fúria # 39

Bat for Lashes

Bat for Lashes é o nome artístico adotado pela britânica Natasha Khan, belíssima voz feminina que emergiu nos últimos anos. Seu som é uma mistura majestosa de dreampop, pós-punk, indie, eletrônica e até música erudita. Sua curta, mas já rica, discografia é um prato cheio para quem gosta de artistas como The Cure, Björk, Kate Bush, Radiohead, Fiona Apple, PJ Harvey e Siouxsie and the Banshees. Seus dois primeiros álbuns, Fur and Gold e Two Suns,  foram ambos indicados ao prestigiado Mercury Prize. Já o mais recente, The Haunted Man, foi lançado há pouco tempo e é seu disco mais intimista até o momento. Um trabalho melancólico, enigmático e assustadoramente belo.

Charges

Fui convidado pelo UOL para fazer parte de uma Retrospectiva de 2012 por meio de charges, caricaturas, ilustrações e histórias em quadrinhos. Fiz estas duas charges abaixo.

A primeira é bem-humorada e trata da legalização do casamento gay na Bahia em outubro. É o primeiro estado brasileiro a fazer este belo avanço a leis mais justas e igualitárias a todos os cidadãos deste País. Muito axé aos baianos!

A segunda tem um tom crítico para os declarações infelizes do governador do Estado de São Paulo sobre esta onda de violência absurda que estamos presenciando todos os dias nos jornais e nas ruas. Se a culpa de tantas mortes são as proporções da cidade e do estado, por que não há números de guerra como os nossos em Nova Iorque, Tóquio, Londres ou Hong Kong por exemplo?

Nanquim, Som & Fúria # 38

Beto Mejía

Conheci o Beto no colegial. Mudei de escola da quinta para a sexta série. Sai de um colégio católico não muito grande e fui para um dos maiores colégios de Brasília, o Sigma. Me sentia bem deslocado por lá. Estava acostumado com pessoas de famílias mais humildes como a minha e, de repente, estava em meio a um monte de ‘patricinhas e mauricinhos metidos a besta’ de classes mais favorecidas da sociedade. No meio daquele monte de ‘mauricinho metido a besta’ tinha uma pessoa sempre com o astral lá em cima, passando uma energia boa para todos ao seu redor, dessas pessoas que deixam qualquer ambiente mais acolhedor. Era o Beto, quase sempre um sorriso no rosto. E, volta e meia, ele aparecia com sua flauta, hipnotizando e afogando qualquer vestígio de baixo astral que houvesse por perto.

O tempo passou, e sempre fiquei na torcida para que o Beto se tornasse um grande músico. Não deu outra. Hoje em dia ele é integrante, junto com outros amigos, do ótimo Móveis Coloniais de Acaju, orgulho do pop-rock atual da minha terrinha.

Agora o Beto se aventura em um projeto solo. Lindo de morrer desde o singelo título: Abraço. Trata-se de um EP com sete músicas com um tom mais intimista que o festeiro som do Móveis. São sete músicas que celebram aqueles momentos preciosos ao lado de quem se ama. Um ode às pequenas epifanias da vida. ‘Só alegria’, como diria o próprio.

E esta belezura de  ‘Abraço’ é de graça, como um sorriso. Confiram: http://betomejia.com.br/

Gibicon 2012

Olá pessoal,

Primeiramente, vou explicar o que houve para os que visitaram aqui por estes dias. Meu blog foi hackeado e por isso esteve fora do ar por alguns dias. Por pouco não perdi boa parte do conteúdo, mas felizmente conseguimos consertar e recuperar os dados. Agora vamos às coisas boas que realmente interessam: a Gibicon em Curitiba foi sensacional!

Devo falar isto antes, curitibanos, parabéns por sua cidade. Ainda não conhecia a cidade, mas é, sem dúvida, a capital mais limpa e bem organizada que já conheci no Brasil. Ah, se o Brasil inteiro seguisse o exemplo e cuidasse tão bem de seus centros urbanos assim…

A Gibicon segue o modelo de Angoulême na França e espalha as atrações por diversos pontos da cidade em vez de concentrar tudo em um só lugar. Achei estranho no começo, mas depois vi como isto envolve mais a cidade com o evento. Só São Pedro poderia ter colaborado um pouco e não ter mandado até um pouco de granizo sobre nossas pobres cabecinhas.

O evento foi exemplar no trato aos artistas. Fomos todos muitíssimo bem recepcionados por uma calorosa e empolgada equipe, além de nos terem hospedado em um baita hotel, o Bourbon.

Na quinta-feira, teve a festa de abertura das exposições no Solar do Barão. Fizeram um ótimo trabalho e montaram belas exposições sobre os 30 anos de Gibiteca (a primeira do Brasil), a Grafipar (editora pioneira de Curitiba), Sergio Bonelli (bela homenagem a este grande mestre italiano), Liberatore (e suas artes de cair o queixo), Isabel Kreitz (talentosíssima autora alemã ainda inédita no Brasil), Comics on Top (autores que publicam no mercado norte-americano como Renato Guedes e Joe Bennet) e a nova safra de autores da cidade.

Na sexta-feira, dia 26, participei de um ótimo debate sobre os novos rumos do quadrinho nacional na companhia dos autores Galvão, Vítor Cafaggi e Eduardo Medeiros. O Danilo Beyruth também iria participar, mas o avião dele não chegou a tempo. A mediação ficou por conta da pesquisadora e minha ex-professora Sonia Luyten. A sala do belíssimo prédio do Sesc Paço da Liberdade estava cheia e a conversa rolou solta sobre novas formas de publicação, as novas portas que se abriram de uns anos para cá, a situação do mercado, o que tem de ser melhorado e etc.

Ainda na sexta, rolou uma sessão de autógrafos comigo, com o Will e com o Gustavo Machado no Memorial de Curitiba. O Eduardo Risso também participaria desta sessão, mas infelizmente cancelou sua ida ao evento por conta de problemas de saúde (parece que trombose pelo que me falaram, espero que ele melhore). Apesar da ausência do artista argentino, a sessão foi bem prazerosa e fiz um monte de retratos.

No sábado já tive que voltar para São Paulo. Nem consegui ver tudo do evento. Haviam muitas outras exposições, mostras de filmes, oficinas palestras e debates espalhados por Curitiba. Inclusive houve muitas coisas acontecendo no mesmo horário. Sempre haverão choques de horário em eventos como este, mas ainda assim é algo que precisa ser um pouco mais bem pensado nas próximas edições.

Teve também muitos lançamentos nacionais. E da mesma forma como aconteceu no FIQ-BH ano passado, o maior volume de novidades ficou por conta de artistas independentes. Alguns eu ainda não conhecia pessoalmente ou havia conversado apenas brevemente em outros eventos. É sempre um prazer enorme conhecer sangue novo, rever amigos de profissão e conferir como a produção nacional está cada vez maior e melhor. Tive um belo prejuízo no bolso, mas vou ter leitura boa garantida por um bom tempo.

Enfim, deu gosto de ver um evento deste porte tão bem organizado. Parabéns a todo mundo da organização e que venham muitas outras Gibicons!

Nanquim, som & Fúria #37

Cat Power

Cat Power

Chan Marshall já tem cerca de 20 anos de estrada e tem sido uma das cantoras e compositoras mais intensas desde que apareceu em cena. Marshall já chegou a sofrer de depressão com tendências suicidas, mas sempre soube usar sua dor para escrever músicas pungentes e gravar discos memoráveis. Em seus primeiros trabalhos, misturava rock, blues e folk. Em seguida, adotou uma forte influência de soul music em The Greatest. Já agora, assimilou elementos de música eletrônica para produzir seu trabalho mais radiante, Sun (2012). É o mais próximo que ela já chegou de escrever música pop, e ainda assim, diferente de tudo que toca nas rádios atualmente. Um dos grandes e imperdíveis lançamentos do ano:

Gibicon

Gibicon

Mês que vem estarei presente na segunda edição da Gibicon em Curitiba. Irei como convidado e participarei de um debate sobre os novos rumos do quadrinho nacional muitíssimo bem acompanhado dos quadrinistas Eduardo Medeiros, Galvão, Danilo Beyruth e Vitor Cafaggi. A mediação ficará por conta de ninguém menos do que Sonia Luyten, uma das maiores pesquisadoras da área no Brasil.

Além disso, também farei uma sessão de autógrafos no mesmo dia. Confiram:

  • 26/10 – 13H30 – PAÇO DA LIBERDADE – SALA DE ATOS – MESA Debate: Novos Rumos da HQ nacional, com Eduardo Medeiros, Mario César, Galvão, Danilo Beyruth, Vitor Cafaggi – mediação: Sonia Luyten
  • 26/10 – 17h – Mezanino do Memorial de Curitiba – Sessão de Autógrafos – Isabel Kreitz/ Will/ Mário César/ Gustavo Machado/ Eduardo Risso

A Gibicon promoverá uma série de debates, exposições, palestras, oficinas e lançamentos com grandes nomes do quadrinho nacional e internacional. A programação completa pode ser conferida no site do evento: http://gibicon.com.br/

Compareçam!

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