Nanquim, Som & Fúria # 38

Beto Mejía

Conheci o Beto no colegial. Mudei de escola da quinta para a sexta série. Sai de um colégio católico não muito grande e fui para um dos maiores colégios de Brasília, o Sigma. Me sentia bem deslocado por lá. Estava acostumado com pessoas de famílias mais humildes como a minha e, de repente, estava em meio a um monte de ‘patricinhas e mauricinhos metidos a besta’ de classes mais favorecidas da sociedade. No meio daquele monte de ‘mauricinho metido a besta’ tinha uma pessoa sempre com o astral lá em cima, passando uma energia boa para todos ao seu redor, dessas pessoas que deixam qualquer ambiente mais acolhedor. Era o Beto, quase sempre um sorriso no rosto. E, volta e meia, ele aparecia com sua flauta, hipnotizando e afogando qualquer vestígio de baixo astral que houvesse por perto.

O tempo passou, e sempre fiquei na torcida para que o Beto se tornasse um grande músico. Não deu outra. Hoje em dia ele é integrante, junto com outros amigos, do ótimo Móveis Coloniais de Acaju, orgulho do pop-rock atual da minha terrinha.

Agora o Beto se aventura em um projeto solo. Lindo de morrer desde o singelo título: Abraço. Trata-se de um EP com sete músicas com um tom mais intimista que o festeiro som do Móveis. São sete músicas que celebram aqueles momentos preciosos ao lado de quem se ama. Um ode às pequenas epifanias da vida. ‘Só alegria’, como diria o próprio.

E esta belezura de  ‘Abraço’ é de graça, como um sorriso. Confiram: http://betomejia.com.br/

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