Nanquim, Som & Fúria #33

Frank Ocean

Frank Ocean

Frank Ocean começou a carreira escrevendo anonimamente músicas para outros artistas como e ano passado lançou uma mixtape com suas composições: Nostalgia/Ultra. O trabalho fez barulho, recolheu inúmeros elogios e lhe rendeu convites para colaborações nos trabalhos mais recentes de artistas do porte de Kanye West, Jay-Z e Beyoncé. Desde então, seu debut propriamente dito ficou cercado de expectativas, pois não são poucos os que começaram a o apontar como o talento mais promissor da atual geração de artistas de Hip Hop, Soul e R&B.

As expectativas aumentaram ainda mais quando, às vésperas do lançamento de seu disco, ele soltou uma belíssima carta na qual ele tornou pública sua orientação sexual. Marketing ou não, em um universo tão machista quanto o do Hip Hop norte-americano, no qual tantos cantores ainda maltratam suas mulheres como potrancas, sua carta, além de uma amostra do talento de Ocean com as palavras, mostrou sua coragem e honestidade como artista.

Eis então que ele lança seu aguardado disco: Channel Orange. E as expectativas não foram apenas correspondidas, foram superadas. E com louvor. Frank faz R&B, Soul, Hip Hop… tudo isso e mais um pouco muito bem dosado, extremamente bem escrito e brilhantemente cantado. Cada música é uma pequena grande crônica: noites solitárias na qual o taxista vira terapeuta, jovens ricos com vidas vazias, a praia no qual ele se apaixonou por outro homem, tudo vira material para suas inspiradas letras. Um trabalho lindo de doer e digno dos grandes mestres do gênero como Ray Charles, Prince, Marvin Gaye, Outkast e Stevie Wonder.

Fiquem abaixo com o primeiro single deste discaço e uma perfomance ao vivo arrebatadora:

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