Nanquim, Som & Fúria #19

Lenine

Lenine

Lenine já é bem conhecido e dispensa apresentações. Vou me reservar a falar apenas de seu trabalho mais recente: Chão (2011). O disco foi produzido pelo próprio filho de Lenine, Bruno Giorgi, e revela um artista que, por mais que já tenha uma carreira muitíssimo bem estabelecida, não se acomoda e ainda está em busca de novos caminhos. E, talvez seja seu disco mais radical neste sentido. Lenine usou e abusou de samples e ruídos naturais para dar forma às canções mais soturnas e pessoais de sua carreira. Um belo sopro de novidade ao som suingado pelo qual ele é conhecido. Além disso, é um disco com unidade, feito pra ser ouvido de cabo a rabo e não uma coletânea de singles tão comum à maioria dos discos. Nada está lá à toa. É uma obra de quem tem pleno domínio sobre o que está fazendo e que reafirma o porquê de Lenine ser um dos principais nomes da música brasileira nas últimas décadas.

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