A fera Popó e o Parreira

Charge para o Jornalistas & Cia

Eram idos de 1994, na editoria de Esporte do Jornal do Brasil, comandada por Oldemário Touguinhó [falecido em 2003], uma das colegas tinha o apelido de Fera Popó, tantos eram os casos em que se envolvia. Tatibitati, falava errado, escrevia mal, mas dela vinham as histórias mais engraçadas.

Parreira era o técnico da Seleção e estava no meio das eliminatórias para a Copa do Mundo. Havia uma grande pressão para que ele convocasse Romário, mas Parreira resistia. No JB, Oldemário fazia o meio de campo e sempre conseguia entrevistas com o técnico.

Naquele dia, especialmente, estavam fechando um caderno especial sobre a Copa, todos ansiosos por uma palavra do Parreira. Eis que a Fera atende o telefone, aos berros, como de costume:

– Alô! Quem? Olegário?

Vira-se para a redação e pergunta:

– Xenti, Olegário taí?

Sem paciência com mais aquela, alguém responde:

– É Oldemário, Fera. E ele não está. Saiu.

Fera reassume o aparelho e dispensa o interlocutor que esperava do outro lado da linha:

– O Olegário zaiu. Tá bom, eu falo pra ele. Té logo.

Quanto está desligando, Fera é inquirida pela redação, todos curiosos para saber quem era. Sem pestanejar, ela responde, desdenhando:

– Ah, era um tal de Barreira…

Correria geral para tentar impedir que ela desligasse. Tarde demais. O telefone já estava no gancho.

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