HQ que fiz para anúncio de jornal do aplicativo 99Taxis.
Nanquim, Som & Fúria #30
Daughn Gibson
Uma das boas revelações de 2012 e que tem tocado direto na minha playlist por aqui. Daughn Gibson faz uma mistura que à primeira vista pode parecer estranha: country e blues com synthpop e new wave. Seu som é algo como um Johnny Cash usando sintetizadores e recursos de música eletrônica à la Depeche Mode. No vozeirão de Gibson, a narrativa do country ganha uma ambientação mais urbana com ares mais soturnos e uma bela dose de sex appeal. O disco de estreia dele se chama ‘All Hell’, vale a pena conferir.
David Safier
Retrato do autor David Safier para folder promocional de seu livro Jesus me ama, publicado pela Editora Planeta.
Retrato
Retrato de Felipe Brandão para sua coluna de sexta-feira sobre literatura no jornal Tribuna do Norte
Nanquim, Som & Fúria #29
Shirley Manson
O Garbage é uma das bandas mais bacanas que surgiram nos anos 90. É a banda que talvez melhor sintetize as principais tendências musicais da época (o grunge, o rock industrial, o punk, a música eletrônica e o trip hop) e ainda contam com uma vocalista tão carismática e exuberante como a Shirley Manson. Estavam há sete anos sem lançar nada novo por conta de problemas com gravadora, mas este ano lançaram de forma independente o classudo “Not your kind of people”, um disco que recupera o fôlego criativo de seus primeiros discos. Eles se apresentarão no Festival Planeta Terra e esse é um show que eu não perderei por nada.
Nanquim, Som & Fúria #28
Mallu Magalhães
Mallu está crescendo a olhos vistos. A cada novo disco, e já está em seu terceiro em tão pouco tempo de carreira, ela dá passos cada vez maiores. Já havia desabrochado em seu segundo disco, produzido pelo onipresente Kassin, mas agora, sob a tutela de seu amado Marcelo Camelo, se firma de vez como uma das artistas mais talentosas de sua geração. Seu terceiro disco, “Pitanga”, é um espelho do soberbo “Toque dela” do Marcelo Camelo. É como se os dois estivessem trocando inspiradas e calorosas cartas de amor. E é difícil não se encantar com a pureza e ternura da relação dos dois.
Ela estreia a turnê de seu disco mais recente neste final de semana no Sesc Vila Mariana.
Desemprego na terceira idade
A charge dessa semana para o Jornalistas & Cia é sobre um assunto sério: um desabafo de Wanderley Midei sobre a dificuldade, mesmo com toda sua rica experiência, em se conseguir um emprego na terceira idade para poder complementar o orçamento apertado de sua aposentadoria.
O texto completo de Wanderley poderá ser conferido a partir da semana que vem no Portal dos Jornalistas.
Nanquim, Som & Fúria #27
Curumin
Um dos músicos mais requisitados na música brasileira atualmente, Curumin é cantor, compositor e multiinstrumentista virtuoso (consegue até tocar bateria e cantar ao mesmo sem perder o fôlego). Ele faz parte de uma turma que tem renovado a música brasileira nos últimos anos como Céu, Lucas Santtana, Marcelo Jeneci, Cidadão Instigado, Guizado, Karina Buhr, Wado, Kassin e Tulipa Ruiz só para citar alguns. Em seu trabalho solo, Curumin aglomera elementos tradicionais da MPB e da música negra norte-americana a sonoridades mais contemporâneas. E faz isso de forma muito orgânica, sem forçar a barra pra parecer moderno. Assim como outros artistas de sua geração, ele não se restringe a pré-definições de gêneros musicais. Compreende que a música vai muito além disso e até por isso fica difícil classificar seu tipo de som. Já tem três grandes discos solo no currículo, sendo o mais recente, ‘Arrocha’, lançado este ano. Um dos principais lançamentos nacionais deste ano e que tem uma sonoridade mais urbana e pesada que seus trabalhos anteriores. ‘Arrocha’ pode ser ouvido na íntrega no Soundcloud do cara, confiram:
O nascimento de um jornalista
Charge para o Jornalistas & Cia
A charge dessa semana ilustra um texto de Roberto Muggiati no qual ele narra como iniciou sua carreira e relembra os tempos heróicos do jornalismo na época da ditadura. O texto completo, bem como fotos antigas do período que Muggiati narra, podem ser conferidos no seguinte site da Gazeta do Povo: http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=1233616#ancora
Nanquim, Som & Fúria #26
Fiona Apple
Ao lado de Erykah Badu, Fiona é, para mim, a cantora mais fascinante dentre todas as que surgiram nos anos 1990.
Muita gente só a enxerga como louca e desajustada, especialmente por conta de seu famigerado discurso de aceitação na entrega do prêmio de revelação do ano no VMA da MTV norte-americana. Muitos se chocaram com ela dizendo ‘This world is bullshit’ numa premiação dessas, mas a passagem mais marcante neste discurso é ‘You shouldn’t model your life by what we think it’s cool or what we’re wearing or what we’re saying and everything. Go with yourselves.’. Fiona é, de fato, louca e desajustada, como qualquer outra pessoa vista de perto, mas também é uma musicista, letrista e cantora brilhantes e simplesmente não vê suas imperfeições como insultos. Ela expõe isso tanto em sua música como em entrevistas com uma franqueza atordoadora e inspiradora ao mesmo tempo. Ao ser convidada para um ensaio de uma revista, por exemplo, já chegou a pedir que fotografassem seus joanetes para que outras garotas que nasceram com a mesma deformação nos pés não se sentissem mais desconfortáveis com eles.
Sei que é pieguice, mas, para mim, as músicas da Fiona Apple tem um poder de desconstrução, de autodestruição, para, em seguida, reeguer algo mais forte. Elas retraram o doloroso processo do crescimento com mais força do que qualquer outro artista que conheço.
Depois de um hiato de sete anos, ela voltou com mais um álbum primoroso cujo título é um poema: “The Idler Wheel is wiser than the Driver of the Screw and Whipping Cords will serve you more than Ropes will ever do”. O disco só sai dia 19 de junho, mas já pode ser ouvido no site da NPR.
Segue abaixo o clipe mais recente dela e outra dentre as suas muitas músicas que mais gosto:













