Nanquim, Som & Fúria # 47

Karen O

Frontwoman de uma de minhas bandas prediletas, o Yeah Yeah Yeahs,  Karen O já tem seu lugar cativo entre as grandes mulheres da história do rock’n’roll. Uma espécie de filha sul-coreana do David Bowie com a Debbie Harry (ou Patti Smith), Karen O é do tipo de artista que gosta de se reinventar a cada trabalho. No disco de estreia do Yeah Yeah Yeahs (Fever to tell) e no EP Is Is Is entregaram a mais pura energia explosiva do punk rock. No segundo disco (Show your bones) investiram em melodias mais delicadas e letras intimistas. No terceiro (It’s Blitz!) caíram na pista com o som dançante de sintetizadores. Em seu quarto disco (Mosquito), lançado recentemente, apostam no experimentalismo. É o disco mais eclético da carreira da banda no qual eles passeiam por praticamente tudo o que já fizeram antes, mas sempre adicionando elementos novos como o coro gospel em Sacrilege, o som de vagões do metrô em Subway, a participação do rapper Dr. Octagon em Buried alive, o tecladinho brega em Always e um sem número de texturas e batidas milimetricamente planejadas que vão se revelando a cada nova audição. O que mais me agrada no Yeah Yeah Yeahs é que qualquer que seja tipo de som que eles estejam fazendo, a visceralidade e a criatividade de seus primórdios permanecem intactos. A entrega é sempre sincera e intensa e não há nada mais rock’n’roll do que isto.

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