Nanquim, Som & Fúria #35

Patti Smith

Patti Smith

Lenda viva e uma das grandes poetisas do rock, Patti Smith consegue se manter moderna e atual como poucos artistas. E ela consegue isto pelo simples fato de continuar curiosa. Seu disco mais recente (Banga) é reflexo disso. Sonoramente não há muita coisa de diferente do restante de sua discografia. É basicamente o mesmo rock setentista e as poesias recitadas que a consagraram, mas também é uma obra com o mesma efervescência de quando compôs seu disco de estréia (Horses). Desta vez, no lugar da jovem inspirada por Arthur Rimbaud, William S. Burroughs, e Bob Dylan, há uma mulher madura fascinada por Tarkovsky, Gogol, Mikhail Bulgakov e Amy Whinehouse. E é desta emoção da descoberta que vem o frescor de seu trabalho. Patti nos lembra que haverá bons livros que não foram lidos, grandes discos que não foram ouvidos, tabus que podem ser transgredidos e novos lugares ainda não explorados. E, como se não bastasse, ela está cantando melhor do que nunca.

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