BANG! vem aí!

Recentemente fui convidado pelo pessoal do Telstar Hostels para ajudá-los a organizar um evento de quadrinhos que contará com uma exposição de autores nacionais além de palestras e bate-papos com os mesmo. A abertura será no dia 20 de abril, as palestras e bate-papos acontecerão aos sábados até o dia 18 de maio.

Amantes das HQs, anotem as datas em suas agenda, pois BANG! vem aí!

Segue abaixo um primeiro release do evento:

Os autores de histórias em quadrinhos brasileiros cada vez mais conquistam o mundo. Seus trabalhos são cada vez mais publicados ao redor do planeta e ganham prêmios importantes como o prestigiado Eisner Awards. Atualmente, muitos dos tão famosos super-heróis são desenhados por hábeis mãos brasileiras. E São Paulo, apesar de ser o maior polo produtor de histórias em quadrinhos do Brasil, abriga poucos eventos relacionados a esta forma de arte tão popular.

BANG! vem para ajudar a preencher esta lacuna. Visando oferecer um panorama da atual produção de autores nacionais, a primeira edição do evento acontecerá entre os dias 20 de abril e 18 de maio de 2013 no Telstar Hostels (Rua Capitão Cavalcanti, 177 – Vila Mariana – São Paulo – SP).

BANG! realizará uma exposição focando a produção autoral de quadrinistas de São Paulo. Os convidados são (em ordem alfabética): André Diniz (Morro da Favela, O Quilombo Orum Aiê) , Dalton Soares (EP, Imaginários em Quadrinhos), Daniel Esteves (Nanquim Descartável, KM Blues), Davi Calil (Surubotron, MSP Novos 50), D. W. Ribatski (Vigor Mortis Comics), Fernando Gonzales (Níquel Náusea), Laudo Ferreira Jr. (Yeshuah, Histórias do Clube da Esquina), Lourenço Mutarelli (O Cheiro do Ralo, Diomendes), Marcelo Costa (Oeste Vermelho), Marcelo D’ Salete (NoiteLuz, Encruzilhadas), Magno Costa (Oeste Vermelho), Mário Cau (Dom Casmurro, Terapia), Mário César (EntreQuadros, Pequenos Heróis), Paulo Crumbim (Quadrinhos A2, Gnut), Spacca (Santô e os reis da aviação, Jubiabá). Uma respeitável seleção de autores veteranos já bem estabelecidos e também de autores novatos com futuros promissores.

BANG! contará ainda com palestras dos renomados Lourenço Mutarelli e Fernando Gonsales, além de promover bate-papos e mesas redondas com os demais autores convidados.

Maiores informações em breve.

Nanquim, Som & Fúria # 46

Ira Kaplan – Yo la Tengo

O Yo La Tengo é uma das bandas mais queridas do indie. São liderados por Ira Kaplan, e sua esposa Georgia Hubley. Estão na ativa desde os anos 1980 e seus discos de meados da década de 1990 (Painful, Electr-o-Pura e I Can Hear the Heart Beating as One) são considerados clássicos de seu gênero. E em quase 30 anos de carreira, eles nunca deixaram a peteca cair. Gravam constantemente belíssimos discos e lançaram no começo deste ano mais outra lindeza: Fade. É um dos discos mais curtos da carreira deles, tem cerca de 45 minutos de duração, mas também é um dos discos mais orquestrados e no qual eles falam mais abertamente sobre as dificuldades de um casamento tão duradouro quanto o de Ira e Georgia. Há poucas coisas tão tocantes quanto a honestidade neste mundo.

Nanquim, Som & Fúria # 45

David Bowie

Sir David Bowie dispensa apresentações. É simplesmente um dos artistas vivos mais importantes, se não for o mais importante. Muito se especulou sobre sua saúde na última década e tampouco houve sinais de que ele lançaria algum material novo. Mas felizmente, ele estava há dois anos preparando um disco novo na surdina e só o anunciou na data de seu 66º aniversário no começo deste ano. E o resultado alcançado em The Next Day mostra que o afastamento dos holofotes fez muitíssimo bem a Bowie. É um ponto alto em uma das carreiras mais repletas de pontos altos da história da música.

Em The Next Day, Bowie deixou suas famosas camaleonices um pouco de lado e se focou mais em acertar a mão em cada uma das faixas do disco e também em revisitar sonoridades de diversos momentos de sua carreira da forma mais coesa possível. Este trabalho também reflete a serenidade que só a idade pode trazer também. Não que ele tenha deixado de ser um artista provocativo, muito pelo contrário. Agora o faz de forma ainda mais sofisticada. Logo na faixa de abertura que dá nome ao disco, por exemplo, ele ironiza sobre os problemas de saúde que o atormentaram e sobre os inúmeros boatos de que ele estaria com um pé-na-cova:  “Here I am / Not quite dead / My body left to rot in a hollow tree / Its branches throwing shadows /On the gallows for me / And the next day / And the next /And another day”. Que tenhamos Bowie por muitos e muitos dias a seguir.

Fiquem abaixo com os clipes de The Stars (are out tonight), minha faixa predileta deste ano até agora, e da pungente Where are now?, ambas de seu disco mais recente:

Nanquim, Som & Fúria # 44

Alison “VV” Mosshart

Alison é, ao menos para mim, a mulher mais sexy do rock’n’roll atualmente. Forma ao lado de Jamie Hince, o ótimo duo The Kills, que já tem quatro álbuns de estúdio lançados. Também integrou o The Dead Weather, supergrupo que desconfio que Jack White tenha montado especialmente para Alison ver como ela ficaria ainda mais fodona com uma banda mais encorpada a acompanhando. E funcionou, o Dead Weather gravou dois grandes álbuns, Horehound (2009) e Sea of Cowards (2010). São duas pedradas que deram ainda mais confiança para Alison chutar traseiros com ainda mais força em Blood Pressures (2011), disco mais recente do The Kills. Blood Pressures não só é o melhor trabalho da dupla como também é um dos melhores discos de rock recentes.

Nanquim, Som & Fúria # 43

Criolo

Kleber Cavalcante Gomes, o Criolo, é rapper desde 1989, mas só se tornou mais conhecido com o lançamento do disco Nó na Orelha (2011), um dos discos essenciais desse começo de década no Brasil. Neste disco, ele foi muito além do universo musical do rap ao incorporar elementos da MPB, soul music, trip hop, funk, afrobeat e blues. Criolo também é adepto dos novos meios de distribuir e divulgar música. Seu disco pode ser baixado gratuitamente em seu site e recentemente disponibilizou um show completo no Circo Voador no esquema ‘pague o quanto quiser’, da mesma forma que o Radiohead disponibilizou o In Rainbows em 2007.

Segue o link para baixar gratuitamente o disco Nó na Orelha: http://www.criolo.net/music.html

E o link para assistir e/ou baixar seu show no Circo Voador: http://criolo.net/circovoador/player.html

Nanquim, Som & Fúria # 42

Erykah Badu

Simplesmente uma de minhas cantoras prediletas, seu nome verdadeiro é Erica Abi Wright.

Badu estreou em meados da década de 1990 e fez história ao lado de D’Angelo, Maxwell, Lauryn Hill, Jill Scott, Macy Gray entre outros com o que foi chamado na época de neo soul, uma nova vertente do R&B que mesclava black music dos anos 70 ao hip hop, ao jazz, ao funk e até a house music. Badu foi a primeira artista feminina dessa leva, chegou a ser comparada a Billie Holiday e virou referência para muitas outras cantoras como Amy Whinehouse e Céu. Após o grande sucesso de seus dois primeiros discos, Baduizm(1997) e Mama’s Gun ( 2000), lançou o EP Worldwide Underground (2003) no qual mostrou ter um lado mais aventureiro.

Sumiu por um tempo e só voltou cinco anos depois com o incrível 4th World War (2008), primeiro disco de uma trilogia ambiciosa intitulada New Amerykah. Neste disco, Badu aprofundou ainda  mais sua fusão de R&B com Hip Hop e adicionou novos elementos de música eletrônica e até do rock experimental do Radiohead, especialmente da fase Kid A. O disco tem ainda letras mais politizadas nas quais Badu versa sobre identidade cultural, violência urbana e pobreza.

Em 2010, lançou a segunda parte de sua trilogia: Return of the Ankh. Outro grande disco, desta vez mais pessoal e menos político que o predecessor. Foi uma volta ao neo-soul do início de sua carreira, mas sem abrir mão de novas experimentações, agora  mais sutis. O primeiro single, Window Seat, rendeu a maior polêmica de sua carreira por conta do vídeoclipe em que ela se despe na mesma rua onde o JFK foi assassinado. O vídeo é um protesto contra o pensamento de grupo que inibe dúvidas e opiniões pessoais e acaba levando a decisões irracionais. Badu foi rechaçada pelos mais conservadores e acabou sendo multada por má-conduta.

Não se sabe quando sai a terceira parte de sua trilogia. Por enquanto só se sabe que terá colaboração do talentosíssimo Flying Lotus. Espero que saia logo.

Nanquim, Som & Fúria # 41

Edward Droste – Grizzly Bear

De uns anos para cá, tantos artistas e bandas tem emergido do Brooklyn que tem se comparado o atual momento com a efervescência cultural nova-iorquinha da década 1970 de Velvet Underground, Lou Reed, Television, Blondie, Patti Smith e cia. E o Grizzly Bear é uma dos grandes expoentes dessa cena. A banda começou como um projeto solo do vocalista Edward Droste e apenas no segundo trabalho (Yellow House, 2006) adquiriu a formação de quarteto que mantém até hoje. Seu som é mescla instrumentação tradicional e eletrônica e usa bastante harmonias vocais. Seus discos mais recentes, Veckatimest (2009) e Shields(2012), estão entre os melhores lançamentos dos últimos anos. Receberam elogios rasgados até de Jonny Greenwood, do Radiohead, uma das referências mais fortes para o Grizzly Bear. Eles se apresentam no Cine Jóia em São Paulo no dia 03 de fevereiro.

Existe amor em SP

Primeiro post do ano, com certo atraso, é para parabenizar esta cidade em que moro há sete anos: São Paulo. Lugar tão cinzento e tão belo que abriga tanta diversidade e que já inspirou a mim e sabe-se lá quantos outros artistas a criar coisas belas. Cidade de bairros e ruas de nomes tão poéticos. Só aqui posso dizer que moro entre o Paraíso e a Liberdade ou que afogo as mágoas nos bares na Consolação. Parabéns SP!

Boas festas!

Olá pessoal!
Mais um ano se encerra e lhes desejo boas festas para celebrar as conquistas alcançadas neste ano e que 2013 lhes tragam ainda mais alegrias.

Até ano que vem. Grande abraço a todos!